Especial Dia do Músico: descubra o reggae com a banda União Força Fé
Conheça o som da banda que coloca o Vale do Paraíba para dançar e pensar


Conheça o som da banda que coloca o Vale do Paraíba para dançar e pensar
Divulgação
“As barreiras vão aparecer quebrando tuas estruturas, se faça fortalecer, fique firme irmão no caminho, sinta a vibração e não estará sozinho”. São com as palavras otimistas e o ritmo sereno do reggae que chegamos ao quarto dia da série em comemoração ao Dia do Músico (22). O reggae se originou na década de 70 na Jamaica e teve fortes inspirações nos ritmos africanos, no ska e no calipso. Desde o início, o gênero teve influência do Rastafari, um movimento religioso que adota o antigo imperador da Etiópia, Haile Selassie l (mais conhecido como Jah ou Jah Rastafari), como um Deus e tem como princípio o engajamento político e espiritual como forma de superação.
O ritmo chegou ao Brasil também na década de 70, inicialmente no estado do Maranhão, mas foi na década de 90 que ganhou adeptos e gerou bandas como a Cidade Negra e a Tribo de Jah. E para representar esse ritmo que embala corpos, espíritos e corações, o Meon bateu um papo com Guilherme Góes, dono da Girauê Produções e vocalista da banda União Força Fé, que também é integrada por Chico Alcântara (teclado), Antônio Gnomo (baixo), Rafael Pessoto (guitarra) e Luís Felipe (bateria) e está na estrada desde 2005 fazendo a alegria de eventos independentes no Vale do Paraíba. Confira essa conversa:
Como a banda começou?
Nós começamos em 2005, eu e um amigo fazíamos artesanato e estávamos aprendendo a tocar violão na época. Na verdade nós já fazíamos parte de uma banda, mas saímos dela e um dia a gente refletindo sobre valores de vida e achamos que o valores de união, força e fé eram importantes na nossa vida. Então nós encontramos com ex- integrantes da outra banda e nós nos juntamos de novo e formamos a nossa banda União Força e Fé.
Quais as maiores inspirações na hora de compor?
Primeiramente sempre vem Jah, que quer dizer Deus, nossa força maior que acreditamos mover tudo. E nossa missão é essa levar a mensagem de Deus e falar sobre nossa realidade, enfim, sobre esses temas.
Qual foi seu primeiro contato com o reggae?
Eu era adolescente, devia ter uns 14 anos e comecei ouvindo Bob Marley, eu era bem mais eclético, mas no reggae já nessa época bateu mais forte. Então comecei a procurar mais sobre o gênero, sobre as mensagens que ele passava, é claro que o ritmo é gostoso e dançante, mas o que mais me chamou atenção foi a mensagem, que acabou me tocando e me transformando em quem sou hoje, em uma pessoa que caminha pelo bem, que quer ser justa e que quer levar o bem através da musica.
Como você vê a cena do reggae no Vale do Paraíba?
Olhando hoje em dia eu vejo a cena mais fraca, ela já teve um momento mais forte, com mais bandas envolvidas atuando e hoje já não tem tantas mais. Sempre tem os movimentos e eventos, mas hoje o que acontece é por conta dos músicos mesmo, que fazem o próprio evento para o movimento não morrer. Mas em questão de produtores de evento são muitos poucos os que apostam no reggae e os que apostam preferem bandas mais comerciais que já tem um público e o lado mais independente a gente mesmo que acaba organizando.
Você acha que hoje em dia é possível viver só de música?
Eu mesmo não vivo só de músico, temos integrantes como nosso baterista e nosso guitarrista que vivem só de música, mas com mais projetos além do União Força e Fé. Eu acabei desenvolvendo o trabalho com a minha produtora Girauê Produções, que faz produção cultural. Na verdade eu comecei nesse ramo, a gente via que estava faltando eventos então eu já pensava “opa, vamos organizar então”. Isso foi uma coisa que eu aprendi com meu primeiro professor de música, o Paulo Azevedo que me mostro o caminho da arte, ampliando meus horizontes e fazendo eu me envolver com todo o tipo de arte, porque a arte é isso né, então foi ai que eu comecei a me envolver, participei de grupo de teatro, já fiz dança e ai sempre acompanhando no Sesi, sempre que posso estou presente vendo o que posso, o que ajuda muito a compor música. E a Girauê é um pouco disso, do que eu vivi então hoje o que nós mais fazemos é excursão para shows e outros segmentos.
Quais os planos e expectativas que banda tem?
Primeiramente um dos nossos sonhos é o nosso CD oficial, hoje temos um CD demonstrativo, mas ainda não é o oficial. Já começamos a trabalhar na produção do CD para que ele seja lançado até o meio do ano que vem, esse ano lançamos um clipe e queremos lançar outro também no ano que vem.
Confira o som da União Força Fé:
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