Especial Dia do Músico: os embalos do MPB no RMVale com Joca Freire
Do início da carreira até os projetos atuais, conheça o grande músico


Do início da carreira até os projetos atuais, conheça o grande músico
Divulgação
A música popular brasileira é um gênero que embala muitas gerações e consegue discursar e mostrar os ideais de seus compositores de uma maneira muito sutil. Fazendo justiça ao seu nome, o gênero é – assim como tudo no Brasil – uma mistura de ritmos que teve seu ápice na década de 60, quando a política, a cultura e a economia era um tema constante nas canções. E é com toda essa melodia desse gênero tão querido que chegamos ao quinto dia da série em comemoração ao Dia do Músico e o Meon tem a honra de receber o compositor, cantor e violonista Joca Freire.
Nascido em São José dos Campos, o músico é um dos grandes representantes do MPB no Vale do Paraíba, embalando as noites da região. Joca Freire iniciou sua carreira aos 20 anos de idade e nunca mais parou, além dos shows honra a música dando aulas de violão. Confira a história desse grande nome:
Qual foi o seu primeiro contato com o MPB?
Foi na infância, eu sempre ouvi MPB com minha família, com minha mãe e meus tios, inclusive um dos meus tios era violinista. Então sempre e ouvíamos MPB das antigas, como Manuel Rosa e través dos meus irmão também – eu sou o caçula de quatro – mas com eles já era da Bossa Nova para frente, gostam também das antigas mas um som mais pra Chico Buarque, Caetano Veloso, Milton Nascimento entre outros. Então eu cresci ouvindo esse tipo de música.
E quando você iniciou sua carreira como músico?
Eu aprendi a tocar violão com 13 anos, dei uma parada e voltei a tocar com 20 anos, quando eu comecei a me interessar de novo e voltei a estudar. Na época eu era bancário e um amigo meu, que era um dos donos da escola de música que eu frequentava, chegou e falou para eu largar o banco e ir tocar na noite, ir dar aula de violão e como eu não gostava de trabalhar no banco resolvi seguir o conselho dele. Eu tinha muita vergonha de cantar mas ele disse que eu tinha uma voz legal, então eu comecei a tocar profissionalmente em 1986. Mas eu considero minha carreira como compositor mesmo em 1992, quando eu fiz meu primeiro show autoral, que eu apresentei 10 músicas minhas.
Quais suas inspirações na hora de compor?
Ai varia, pode ser amor… Eu sou um compositor mais de musicas do que de letras eu não sou um letristas. Eu tenho algumas letras minhas, cerca de 30, mas a letra pra mim vem junto com a musica e eu gosto mais de musicar poemas e letras. Eu gosto mais de fazer as musicas e passar para algum amigo fazer as letras, mas vem a letras as vezes. Então a inspiração varia, pode ser alegria, tristeza, a música vem de repente
Como você vê a cena do MPB no Vale do Paraíba?
Eu acho que MPB é sempre bem aceita, embora as músicas da moda acabam se sobrepondo. Tem muito artista bom por aqui, compondo MPB, de um modo geral o MPB não é o som da moda, acabam ficando uma coisa meio cult.
Você acha possível viver de música?
Se eu tivesse começando agora eu acho que seria mais difícil, mas estou a praticamente 30 anos vivendo de música. é a minha profissão. Tem que se virar, se reinventar, tem que lutar e matar cinco leões por dia e tem que ficar firme e forte pois é uma profissão como outra qualquer. Com a cabeça que eu tenho hoje eu começaria mais organizadamente, eu comecei muito na farra, não sabia muito bem o que queria ainda no mundo da música.
Que dica você daria para quem está começando agora no mundo da música?
Eu diria para levar a música muito a sério, porque para ser artista você tem que ter perseverança e correr atrás, mas para ser músico – que é o cara que também vai dar aula e ter outras atividades com a música – tem que estudar para manter uma vida musical.
Esse ano você lançou seu sexto disco, quais são os planos para o futuro?
Eu já tenho um disco pronto para ser lançado e eu também procuro sempre fazer meus show autorais.
Ouça o contagiante som do artista:
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