“Estou muito orgulhoso” diz Emir Spahic na despedida com a camisa da Bósnia

Nem toda despedida acontece em meio à melancolia e à tristeza. Muitas vezes, também há um lado mais positivo e alegre em dizer “adeus”. Depois da derrota da Bósnia e Herzegovina para a Nigéria e, consequentemente, da sua eliminação precoce ainda na fase de grupos da Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014, parecia que Emir Spahic partiria na viagem de volta para casa apenas com lamúrias. Mas a situação mudou nos últimos instantes.

Escrito por: Fifa3 min de leitura
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Emir Spahic se despede da seleção da Bósnia após eliminação na fase classificatória

Getty Images/Fifa.com

Nem toda despedida acontece em meio à melancolia e à tristeza. Muitas vezes, também há um lado mais positivo e alegre em dizer “adeus”. Depois da derrota da Bósnia e Herzegovina para a Nigéria e, consequentemente, da sua eliminação precoce ainda na fase de grupos da Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014, parecia que Emir Spahic partiria na viagem de volta para casa apenas com lamúrias. Mas a situação mudou nos últimos instantes.

Quando o juiz apitou o término da última partida pela fase de grupos na Arena Fonte Nova, o placar eletrônico indicava a vitória sobre o Irã por 3 a 1, mantendo a fama do estádio de atrair muitos gols. Graças a Edin Dzeko, Miralem Pjanic e Avdija Vrsajevic, goleadores bósnios, a seleção que estreava na Copa do Mundo se despediu em um clima relativamente positivo depois de vencer os iranianos e fez mais uma vez história no Brasil 2014 — afinal, foi a sua primeira vitória em um Mundial.

Falta de sorte
“Estou muito orgulhoso da minha equipe”, afirmou Spahic, capitão bósnio, com um sorriso em entrevista ao Fifa.com nos corredores do estádio de Salvador. “Estamos muito orgulhosos porque foi a primeira vez que o nosso país foi representado em um grande torneio.”

Não é segredo que ele esperava ter ido melhor no Mundial. Contra a Argentina, a equipe foi derrotada por pouco por 2 a 1 e foi um gol contra que colocou Lionel Messi e companhia à frente no placar. Em seguida, a derrota por 1 a 0 contra a Nigéria colocou fim ao sonho bósnio de chegar às oitavas de final.

“Pensávamos que passaríamos da fase de grupos e com um pouco de sorte teríamos conseguido isso”, afirmou o zagueiro bósnio, que defende o Bayer Leverkusen. “Mas no segundo jogo, contra a Nigéria, foi justamente isso que faltou para nós. Assim é o futebol, assim é a vida; agora precisamos olhar para o futuro. Espero que o nosso país esteja orgulhoso de nós. Ele precisa estar orgulhoso de nós.”

Além de três pontos muito sofridos, Spahic também levará na bagagem muitas lembranças positivas do Brasil 2014. Memórias que ele tem dificuldade para descrever em palavras. “Nem consigo mencionar tudo”, disse o jogador de 33 anos. “Foi uma oportunidade ótima de apresentar o meu país para todo o planeta. Poder jogar em um torneio tão forte e grandioso como a Copa do Mundo é uma alegria para nosso país. É incrível, algo que nunca nos esquecemos em toda a nossa vida.”

Quando já se encaminhava para o ônibus da equipe, Spahic se virou para dizer uma última frase ao Fifa, ainda com um sorriso no rosto: “Sempre tiro algo de positivo de todas as situações — sempre!”, concluiu. Se for de uma Copa do Mundo, melhor ainda.

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