Fábrica de preservativo em São José aumenta 20% a produção para o Carnaval

Campanha de conscientização é aliada do setor durante o período

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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Camisinha virou tema de fantasia nos principais blocos

Divulgação

Que o Carnaval movimenta o comércio das cidades, isso é fácil de descobrir. Onde há Carnaval há uma loja faturando com fantasias, adereços, bebidas. A rede hoteleira fica lotada e restaurantes também.

Outro ramo que incrementa os lucros durante a festa de momo é o de preservativos. Com a campanha maciça do governo para o uso das camisinhas durante a festa, as vendas no setor chegam a aumentar 20% no período.

Em São José dos Campos, a empresa Rilex, que produz preservativos há 10 anos, tem seu desempenho de vendas expandido consideravelmente durante a folia.

Se a cidade está longe de ser uma das capitais do Carnaval no país, a empresa tem motivos de sobra para cair na folia.

“Nosso Carnaval começa já em dezembro, quando a produção para atender a demanda fica mais intensa. O objetivo é que os produtos cheguem às lojas no período do Carnaval”, afirma o diretor comercial da empresa, Edu Medeiros.

A empresa ocupa a 5ª colocação no ranking de marcas brasileiras de preservativos. Os dados são do Guia de Farmácias, principal publicação do setor farmacêutico.

Campanha

Apesar da época ser de campanha constante de conscientização pelo sexo seguro, o aumento da distribuição de preservativos por parte das secretarias de saúde representa, de certa forma, uma ‘concorrência’ de peso para o mercado.

“É aquela coisa, enquanto a situação é propícia para a compra de preservativos, com as pessoas mais conscientes de que é necessário se proteger na prática sexual, a distribuição nos postinhos e até na rua acaba sendo um ‘problema’ para o setor”, afirma.

Por isso mesmo, apesar de representar um período de produção acelerada nas fábricas, o Carnaval não representa a melhor data para o setor.

“Todo mundo acha que o Carnaval é o nosso ‘Natal’ em questão de vendas. Na verdade não é bem assim. O nosso melhor período do ano é o inverno. Nos meses mais frios do ano são quando, de acordo com as estatísticas que temos, é quando aumenta a prática sexual e a venda de preservativos”.

Estratégia

Muita gente se surpreende ao saber que a cidade conta com uma fábrica de preservativos. A razão é simples: estratégia. Para fugir do concorrido mercado paulista, a empresa encontrou na região Nordeste os melhores mercados para ganhar musculatura para, então, se arriscar no Estado.

“A gente é muito forte em Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte e outros Estados marginalizados pelas grandes empresas. Lá encontramos mercados que nos proporcionam esse crescimento”, diz.

A fábrica produz onze tipos de preservativos. Os mais procurados são os tradicionais e os de sabor morango. Além disso, ainda são produzidos três tipos de lubrificantes íntimos.

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