Fun Zones dos aeroportos já receberam mais de 300 mil turistas

A área de 200 metros quadrados do terminal carioca já recebeu 26,8 mil pessoas desde o início da Copa do Mundo. O local fica aberto das 6h às 22h30. Para o estudante Eduardo Lessa, que esperava para embarcar para Vitória (ES), a iniciativa deveria continuar após o Mundial.

Escrito por: Meon Redação4 min de leitura
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Luiz Philipe destaca oportunidade de vivenciar novas culturas

Portal da Copa/Divulgação

A área de 200 metros quadrados do terminal carioca já recebeu 26,8 mil pessoas desde o início da Copa do Mundo. O local fica aberto das 6h às 22h30. Para o estudante Eduardo Lessa, que esperava para embarcar para Vitória (ES), a iniciativa deveria continuar após o Mundial.

“Achei o espaço muito bom, com música ambiente, local para deitar, tomada, jogos para as crianças… a gente pode descansar e distrair um pouco enquanto espera. Acho que deveria permanecer mesmo depois da Copa, porque valoriza o passageiro, dá mais conforto”.

Opinião compartilhada pela servidora pública Juliana Brandão. Com um filho pequeno e uma filha de colo, ela desembarcou às 8h no aeroporto do Galeão, também no Rio de Janeiro, para pegar o voo para Brasília, no Santos Dumont, às 17h. “Com todo esse tempo a gente tem que entreter as crianças e um espaço como esse facilita muito, além de ser confortável. Meu filho já interagiu, ganhou camisa, então, fica mais fácil cuidar deles”.

Quem aproveitou foi o estudante do sétimo ano, João Pedro Correia. “É legal, a gente não precisa pagar e se diverte”. Ele disputou uma partida no videogame entre Brasil e Alemanha. “Perdi com o Brasil nos pênaltis, por 4 x 3. Se tivesse sido assim na realidade…”, lamenta.

Informação e amizade
A diversão também está garantida para quem trabalha nas Fun Zones. Luiz Philipe Oliveira atende no Santos Dumont e conta que fez amizades com vários turistas. Alguns deles, já fazem parte da sua lista do Facebook (rede social). Ele elogia a receptividade dos estrangeiros. “Conheci um inglês, Josh, que estava no Brasil para ver uns jogos. Ele me perguntou sobre as trilhas na floresta da Tijuca. Como estou acostumado a fazer trilhas lá, pelo menos uma vez por mês, expliquei alguns macetes, que era legal subir com pelo menos uma caixa de barra de cereal, quatro litros de água. Daí, ele me adicionou no Facebook e disse que quando eu fosse para a Inglaterra que entrasse em contato. Acabamos sendo bem hospitaleiros e como eles são receptivos a isso, então, temos uma troca muito boa”.

A procura dos turistas, geralmente, é por um lugar para descansar e pela internet wifi, mas há diversas demandas, como a busca por ingressos para as partidas. “Quando os torcedores não têm ingressos, disponibilizamos o computador com um tempo limite de 20 minutos. Ajudamos a buscar a página da FIFA e eles vão na bancada aqui no aeroporto e retiram os ingressos. Também damos algumas dicas para que eles não sejam enganados pelos taxistas, indicamos os hostels mais confiáveis”, exemplifica Luiz Philipe.

Além das amizades, o atendente conta que pôde conhecer um pouco sobre outras culturas. “O que me fascina são as novas culturas, você tem boas surpresas. As pessoas te enriquecem”, afirma, para acrescentar um caso em que ele transmitiu um pouco da cultura brasileira também. “Jogo muito futebol de botão e muita gente não sabe como é. Eles acham que é como aquele jogo de disco, então empurram os botões com o goleiro. Aí mostro como é o jogo, que com a paleta se empurra o botão e as regras. Só teve um português que conhecia o jogo”.

Nos dias de partidas da Seleção Brasileira, Luiz Philipe diz que o local costuma ficar cheio, com os torcedores cantando o hino e comemorando os gols. Segundo ele, colombianos, chilenos e argentinos são os maiores frequentadores estrangeiros da Fun Zone.

Além do Santos Dumont, no Rio de Janeiro o aeroporto internacional do Galeão também conta com uma Fun Zone – com 700 metros quadrados e que fica aberta 24 horas por dia. Os outros terminais do país com locais semelhantes são os de Belo Horizonte (Pampulha e Confins), Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo (Congonhas).

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