Julio Almeida ganha ouro no tiro e dá 1ª vaga olímpica ao Brasil via Pan
Após uma semana de disputas no Pan, o Brasil finalmente conquistou, nesta sexta-feira, a sua primeira vaga extra nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. O responsável pelo feito foi Julio Almeida, que ganhou a medalha de ouro na pistola 50 metros, prova do tiro esportivo. Aos 45 anos, chegou ao pódio pela quinta vez em Jogos Pan-Americanos Para o…

Após uma semana de disputas no Pan, o Brasil finalmente conquistou, nesta sexta-feira, a sua primeira vaga extra nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. O responsável pelo feito foi Julio Almeida, que ganhou a medalha de ouro na pistola 50 metros, prova do tiro esportivo. Aos 45 anos, chegou ao pódio pela quinta vez em Jogos Pan-Americanos
Para o Brasil, a medalha de ouro de Julio foi a segunda conquista no tiro em Toronto. A primeira havia sido obtida por Felipe Wu, domingo, na pistola de ar 10 metros, também uma prova da disciplina de pistola. O Brasil, entretanto, já tinha vaga olímpica nesta disputa por ser país sede. A conquista de Wu apenas permitiu ao País ir agora atrás de uma segunda credencial na última etapa da Copa do Mundo.
Na pistola 50 metros a situação é diferente porque o Brasil não recebeu convite para esta prova nos Jogos Olímpicos. Ainda que a tendência é que Julio seja o beneficiado pela vaga, ela é do País. E ele tem como concorrente Stênio Yamamoto, que também foi à final do Pan e terminou no sétimo lugar.
Julio Almeida já foi atleta olímpico, tendo participado de três provas dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008 – uma vez com classificado para a Olimpíada, um atleta pode ser inscrito em mais de uma prova. Na pistola 50 metros, foi teve seu pior resultado: 17.º. Em Guadalajara, foi bronze nesta disputa e também na pistola de ar 10 metros.
Para chegar à final desta sexta-feira, Julio foi o sexto colocado da fase de classificação, com 539, enquanto Stênio avançou em segundo, com 547. A partir deste ciclo olímpico, as finais das provas de pistola são disputadas no sistema de eliminação. O pior na soma total de pontos a cada rodada é eliminado.
Stênio foi o segundo a sair, após um colombiano. Julio foi ficando, sempre com a melhor pontuação. Na decisão do ouro, tinha 0,4 pontos de folga sobre o cubano Jorge Grau. O brasileiro, entretanto, foi mais preciso, e completou a final com 181,1 pontos.
Aos 45 anos, Julio é um dos nomes mais importantes da história recente do tiro brasileiro. O ouro em Toronto é a quinta medalha pan-americana dele, depois de dois bronzes em Guadalajara (2011), um prata no Rio (2007) e outra em Mar del Plata (1995).
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