Meon lista seis motivos para acreditar na seleção brasileira rumo ao hexa
O Brasil entra em campo nesta terça-feira (8) para enfrentar a Alemanha pela semifinal da Copa do Mundo. Mas diferente do que aconteceu até aqui, a equipe de Luiz Felipe Scolari terá como desfalques dois pilares desta seleção: o capitão Thiago Silva -suspenso- e a maior esperança do país, o craque Neymar -lesionado. Se as ausências são motivo de preocupação para os torcedores, o Meon separou cinco motivos para acreditar na conquista do hexa.


David Luiz comemora gol da vitória contra Colômbia
Jefferson Bernardes/VIPCOMM
O Brasil entra em campo nesta terça-feira (8) para enfrentar a Alemanha pela semifinal da Copa do Mundo. Mas diferente do que aconteceu até aqui, a equipe de Luiz Felipe Scolari terá como desfalques dois pilares desta seleção: o capitão Thiago Silva -suspenso- e a maior esperança do país, o craque Neymar -lesionado. Se as ausências são motivo de preocupação para os torcedores, o Meon separou seis motivos para acreditar na conquista do hexa.
1) Thiago Silva vai fazer falta?
Um dos maiores temores do Brasil contra o forte ataque alemão está na zaga, que não terá o capitão dentro de campo. Apesar disso, o Brasil vai contar com a volta de um dos jogadores com maior regularidade em campo, o pindense Luiz Gustavo. Ele foi eleito por especialistas como um dos melhores da seleção nas quatro partidas que disputou. Vem para reforçar o meio campo e aliviar os contragolpes alemães. Na primeira fase, Gustavo foi o líder em roubo de bolas, com 24 desarmes, de acordo com a Fifa, o que demonstra a força do sistema defensivo brasileiro. Além do mais, o zagueiro Dante, provável substituto de Thiago Silva, joga no Bayern de Munique e conhece de perto os destaques alemães, como Thomaz Müller, Schweinsteiger, Philipp Lahm, Mario Götze, entre outros.
2) E o Neymar?
A seleção brasileira pode não ter um substituto à altura de Neymar, mas as atuações diante do Chile e da Colômbia mostram que o Brasil consegue se superar sem o craque. No confronto contra o Chile, o atleta do Barcelona deu apenas quatro dos 23 chutes brasileiros à meta chilena. Já nas quartas de final, o desempenho foi ainda pior, com três chutes a gol, sendo que o Brasil finalizou 31 vezes. Ou seja, quem entrar no lugar de Neymar pode sim surpreender e levar a seleção à decisão no domingo (13).
3) Retrospecto Brasil-Alemanha
Brasil e Alemanha já se enfrentaram 21 vezes e a nossa seleção leva grande vantagem nos confrontos. Foram 12 vitórias, cinco empates e apenas quatro derrotas para os alemães. Em terras tupiniquins, as duas seleções se enfrentaram seis vezes e o Brasil nunca perdeu -três vitórias e três empates. Confira o retrospecto:
06/05/1965 – Rio de Janeiro – Brasil 2 x 0 Alemanha
14/12/1968 – Rio de Janeiro – Brasil 2 x 2 Alemanha
12/07/1977 – Rio de Janeiro – Brasil 1 x 1 Alemanha
21/03/1982 – Rio de Janeiro – Brasil 1 x 0 Alemanha
12/12/1987 – Brasília – Brasil 1 x 1 Alemanha
16/12/1992 – Porto Alegre – Brasil 3 x 1 Alemanha
4) Jogadores alemães baqueados
No dia 2 de junho, quando anunciou a lista de convocados da Alemanha, Joachim Löw convocou três jogadores que estavam no departamento médico: o capitão Phillip Lahm, o meia Bastian Schweinsteiger e o goleiro Manuel Neuer. Tanto é que nos amistosos preparatórios para o Mundial, os atletas foram poupados de todos eles. O meia, considerado o principal jogador alemão, também foi poupado do jogo de estreia contra Portugal e voltou a ser titular apenas na terceira partida, diante dos Estados Unidos. Além do mais, há cinco dias um surto de gripo atingiu sete jogadores da Alemanha. Vindo de uma final de temporada europeia e mais cinco jogos pelo Mundial, cansaço e dores musculares podem ajudar a seleção brasileira em campo.
5) Copa de 62
No Mundial realizado no Chile, Pelé era o craque que comandava a seleção em busca do bicampeonato. Mas logo na terceira partida, o maior jogador de todos os tempos se machucou e ficou fora do restante daquela Copa. A entrada de Amarildo contra a Espanha encerraria as dúvidas sobre o fato de o Rei ser insubstituível. Então com 22 anos, o jovem atacante do Botafogo não sentiu o peso que muitos considerariam grande demais, marcou gols decisivos na caminhada ao título e se tornou o melhor exemplo para o jogador que, agora em 2014, terá a missão de entrar no lugar de Neymar na semifinal contra a Alemanha.
6) Superstição
Se você acredita em superstição, em mundiais as seleções se enfrentaram uma única vez. Em 2002, na final da Copa do Mundo, o Brasil se sagrou pentacampeão ao vencer a Alemanha por 2 a 0. Naquela ocasião, o técnico brasileiro era o mesmo de hoje, Luiz Felipe Scolari, e enfrentamos também o temido goleiro Oliver Kahn, considerado à época o melhor goleiro do mundo, assim como Manuel Neuer, que tem a missão de parar o Brasil nesta terça-feira.
Além do mais, das oito semifinais de Copa que o Brasil disputou, em apenas uma delas -a edição de 1938- a seleção não alcançou a final, as demais foram nos títulos de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002 e nos vices de 1950 e 1998. Então, não será na Copa do Mundo realizada em casa que o Brasil vai deixar escapar o hexacampeonato.
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