Novo longa da Pixar incentiva debate sobre o futuro da animação
Há uma lenda na Pixar, e é a de que, de todos os diretores das casa, Pete Docter é o único com permanente carta branca para fazer o que quiser, como quiser. O nome ajuda – Docter Pixar. Numa época em que Hollywood, e o estúdio, aposta(m) nas sequências, Pete Docter ousou fazer de novo um filme com argumento original. Fez o melhor filme da Pixar…

Há uma lenda na Pixar, e é a de que, de todos os diretores das casa, Pete Docter é o único com permanente carta branca para fazer o que quiser, como quiser. O nome ajuda – Docter Pixar. Numa época em que Hollywood, e o estúdio, aposta(m) nas sequências, Pete Docter ousou fazer de novo um filme com argumento original. Fez o melhor filme da Pixar em anos – Inside Out, que no Brasil se chama Divertida Mente (e estreia na quinta-feira, 18). Na França, o título é Vice-Versa e o filme teve direito a exibição especial no recente Festival de Cannes. Tapete vermelho para Docter e seu ‘team’. Vale lembrar que Cannes, há alguns anos, estendera o tapete para Up – Altas Aventuras, também de Docter. Não por acaso, nove entre dez críticos vão jurar que Divertida Mente é o melhor filme da Pixar desde… Up.
Ao repórter, em Cannes, Docter contou a gênese do filme. Olhava a filha e ficava desconcertado com a variação de seus humores. Pensava: “O que se passa na cabeça dessa menina?” A ideia começou a martelá-lo e ele começou a imaginar a confusão de sentimentos na cabeça da filha. Alegria, medo, raiva, tristeza. Primeiro inconscientemente, e depois de forma cada vez mais racional, os sentimentos foram sendo transformados em personagens e nasceu Divertida Mente. Diretor de criação da Pixar (e da Disney), John Lasseter adorou o projeto. Como sempre, na Pixar, foram feitas reuniões para incrementar o projeto. Lasseter garante: “Tudo já estava formatado na cabeça de Pete”.
Na trama, Riley, uma garota de Minnesota, muda-se com os pais para São Francisco. São muitas mudanças na sua vida – troca de cidade, de escola, de amigos. Na cabecinha de Riley, a Alegria quer que tudo termine bem e ela seja feliz. Na realidade, a grande surpresa da própria Alegria é descobrir que, lá pelas tantas, vai precisar da Tristeza para colocar a vida de Riley nos eixos. É original, é divertido, é genial. E um ótimo pretexto para que se fale do futuro da própria animação.
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