Peça de terror evoca suspense inglês nos palcos brasileiros

“O terror é coisa do marketing, essa é uma peça de medo”, afirma Beh-Hur Prado, protagonista de “A Dama de Negro” peça em cartaz no Teatro Colinas neste final de semana em São José dos Campos. A história é uma adaptação de “The Woman In Black”, novela de terror inglesa de Susan Hill de 1983 e popularizada nos palcos ingleses, por mais de 25 anos ininterruptos, pelo dramaturgo Mallatart.

Escrito por: Renan Simão2 min de leitura
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“Para refletir sobre medo e coragem”, afirma Josafá Filho sobre espetáculo

Divulgação

“O terror é coisa do marketing, essa é uma peça de medo”, afirma Beh-Hur Prado, protagonista de “A Dama de Negro” espetáculo em cartaz no Teatro Colinas neste final de semana em São José dos Campos. A história é uma adaptação de “The Woman In Black”, novela de terror inglesa de Susan Hill, de 1983, e popularizada nos palcos ingleses, por mais de 25 anos ininterruptos, pelo dramaturgo Stephen Mallatratt.

Um dos poucos trabalhos de suspense no teatro brasileiro atual, a produção da peça aposta numa história clássica e genuinamente inglesa para evocar sentimentos universais, como o medo e a curiosidade pelo desconhecido.

“Acho que todo mundo tem uma história de assombração, de espírito, que fuja da lógica”, acredita o ator Josafá Filho. Para Josafá, o público traz “uma bagagem para instigar o público a refletir sobre o medo e a coragem, e se questionar quanto às suas crenças”.

A trama é estrelada pelo personagem Arthur Kipps, um advogado que viaja a trabalho a uma cidade desconhecida, se depara com fenômenos paranormais em uma casa mal-assombrada e, anos mais tarde, conta suas experiências malditas para um jovem diretor de teatro, com objetivo de exorcizar, de fato, essas sequelas. Beh-Hur é o velho Kipps, Josafá faz o jovem Kipps e o ator confidente. O texto é ora narrado pelo antigo e pelo velho protagonista.

Essas mudanças de pontos de vista de narração e interpretação são, de acordo com Ben-Hur Prado, o que fazem a plateia se envolver com o clima de suspense, mesmo sem nenhum toque brasileiro nas interpretações.

“A peça foi traduzida literalmente, todos o personagens tem nomes ingleses, os lugares são da Inglaterra, tudo acontece lá”, garante Prado. “O peso desse espetáculo está nisso, no suspense inglês”.

Ainda há ingressos para as apresentações de sábado (10), às 21h, e domingo (11), às 19h. A entrada custa R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia).

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