Professora de São José dos Campos ganha prêmio na Flip 2014
A professora de antropologia cultural Leila Grassi, de 61 anos, ganhou, entre 184 textos, o prêmio de 3º lugar na OFF- Flip de 2014, um concurso de novos escritores que ocorre em paralelo à Feira de Literária de Paraty, que aconteceu no começo de agosto.


Leila Grassi foi a 3ª colocada na categoria de contos infanto-juvenis
Reprodução/Facebook
A professora de antropologia cultural Leila Grassi, de 61 anos, ganhou, entre 184 textos, o prêmio de 3º lugar na OFF-Flip de 2014, um concurso de novos escritores que ocorre em paralelo à Feira de Literária de Paraty que aconteceu no começo de agosto.
Leila se inscreveu na categoria de contos para o público infanto-juvenil com “Foi Ele”, uma história autobiográfica que conta suas brincadeiras com o irmão quando os dois eram pequenos. No quintal, o irmão travesso era um domador e ela e as amigas eram os elefantes. O conto descreve com elementos de humor a relação dos irmãos.
“Apesar de nunca ter publicado livros de literatura, só de estudos acadêmicos, eu sempre gostei muito de contar histórias, do poder da oralidade. Aí, como eu sempre trabalhei com folclore, coloquei um pouco de cultura brasileira também”, conta a doutora em Educação pela USP (Universidade de São Paulo).
Sempre se dedicando ao folclore e à antropologia em sua carreira acadêmica, esse foi o primeiro concurso literário que Leila participou, mas isso não a coloca como iniciante na arte de escrever.
“Eu tenho uma coleção de dez livros escrita, mas não publicada. É muito difícil publicar, é muito caro fazer sozinho. Mas eu tenho esses livros com episódios que trazem histórias do folclore para crianças”, diz.
Além de render uma premiação em dinheiro de R$ 750, o conto vencedor de Leila vai fazer parte da antologia de textos da OFF-Flip a ser publicada na edição de 2015. Com o significativo prestígio, a professora pretende retirar seus livros da gaveta para enfim publicá-los.
Folclore
Leila Grassi é natural de Avaré, na região do centro-oeste paulista, veio para São José em 1976 e, entre idas e vindas, estabeleceu-se aqui por mais de 20 anos.
Em terras joseenses, Leila foi atuante na cultura da cidade. Foi presidente do CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular) e participou das atividades do Grupo Piraquara, ambos projetos disseminadores da cultura regional do Vale do Paraíba.
Já aposentada das salas de aula, Leila pretende seguir a carreira de escritora. “Quero continuar escrevendo, participar de concursos, continuar treinando e estudando para conseguir publicar aquela série”.
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