“Queremos que os novos discos estejam à altura dos melhores”, diz Nasi, do Ira!

“Nós não voltamos só para fazer shows, voltamos para ter uma carreira fonográfica”, afirma Nasi, do Ira!, grupo clássico de rock dos anos 1980 que voltou à ativa no fim de 2013. Para o vocalista, a retomada da banda promete longevidade, com a criação de discos novos, mas “sem pressa”, avisa.

Escrito por: Renan Simão3 min de leitura
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O Ira! toca neste sábado (30) em São José dos Campos

Divulgação

“Nós não voltamos só para fazer shows, voltamos para ter uma carreira fonográfica”, afirma Nasi, do Ira!, grupo clássico de rock dos anos 1980 que voltou à ativa no fim de 2013. Para o vocalista, a retomada da banda promete longevidade, com a criação de discos novos, mas “sem pressa”.

“Queremos que os discos da nova fase do Ira! estejam à altura dos melhores. Não é que vamos deixar isso para o infinito, é uma meta que a gente tem”, diz o cantor de 52 anos.

A famosa briga entre Nasi e seu irmão Airton Valadão, ex-empresário do grupo, repercutiu na banda, causando a saída do baterista André Jung e o baixista Gaspa.

Com Daniel Rocha (baixo), Evaristo Pádua (bateria) e Johnny Boy (teclados), a nova formação do Ira! se apresenta neste sábado (30), às 22h, no clube de campo Luso Brasileiro, em São José dos Campos -e com uma “pegada mais rock”.

“As músicas estão mais diretas e a banda com uma pegada mais rock. É claro que não dá para mudar muito, respeitamos os arranjos originais que nós próprios fizemos. Não dá para fazer um baião de ‘Envelheço na Cidade’ também, né?”, brinca o bem-humorado Nasi.

Sucessos como “Núcleo-Base”, “Dias de Luta”, “Envelheço na Cidade”, “Flores em Você”, “Gritos na Multidão” não faltam no repertório, que tem uma música própria desse novo Ira!, a blueseada “ABCD”.

Banda de rock
Nasi rejeita uma possível pressão em manter o Ira! relevante musicalmente com os novos projetos. “Isso é coisa para crítico, para imprensa”, rechaça. “Eu faço o que eu gosto de fazer, canto o que eu gostaria de ouvir, não fico tentando tirar uma coisa nova da cartola a cada disco. Os [Rolling] Stones continuam relevantes e tocam ‘Satisfaction’ a cada noite”.

Para o músico, o rock e a música em geral “vivem uma crise estética mundial”. “A música está num dos níveis mais baixos. No Brasil ainda mais, com a proliferação de sertanejos se reproduzindo como protozoários. Sem contar o funk ostentação, a raspa do tacho, é o resultado mais concreto do ensino público no Brasil. Então não é só o rock que está mal, olha onde estão os Caetanos, os Martinhos da Vila, é uma crise de ideia geral”.

IRA!
Quando: sábado (30), às 22h
Onde: Clube de Campo Luso Brasileiro, estrada municipal Pedro Moacir de Almeida, km 5, antiga Vargem Grande, São José dos Campos
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)
Mais informações: (12) 3923-4699

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