Renato Gaúcho rebate Lisca e defende futebol em meio à colapso da saúde
PORTO ALEGRE, RS (UOL/FOLHAPRESS) – Em oposição a Lisca, treinador do América-MG, que fez desabafo contra a manutenção do futebol em meio ao novo pico de Covid-19 no país, com recorde de mortes e hospitais lotados, o técnico Renato Gaúcho defendeu a continuidade do calendário. Após a vitória sobre o Brasil de Pelotas pelo Gaúchão na…

PORTO ALEGRE, RS (UOL/FOLHAPRESS) – Em oposição a Lisca, treinador do América-MG, que fez desabafo contra a manutenção do futebol em meio ao novo pico de Covid-19 no país, com recorde de mortes e hospitais lotados, o técnico Renato Gaúcho defendeu a continuidade do calendário.
Após a vitória sobre o Brasil de Pelotas pelo Gaúchão na quarta-feira (3), o técnico do Grêmio afirmou que os testes frequentes nos elencos e o isolamento das concentrações tornam o ambiente seguro. A partida ocorreu em Porto Alegre, onde já foi identificada a presença da variante brasileira.
“É uma situação delicada, né? Muito delicada. Essa variante está em todo lugar. Muita gente que trabalha e está com comércio fechado critica que o futebol está andando. Uma coisa é que o futebol prende as pessoas em casa, isso é um fato positivo”, disse o treinador.
“E quem trabalha no futebol é capacitado, pelo menos na maioria das vezes. Hoje, o lugar mais seguro é o futebol. O futebol, para quem não sabe, nos testa a cada três dias. Muitas vezes, a cada dois dias. No momento que alguém tem sintomas da Covid, é separado e mandado para casa. O departamento médico do Grêmio é muito bom e tem tido todo cuidado”, emendou.
“Muitas pessoas podem falar que somos muitos no mesmo lugar, mas todas essas pessoas estão negativadas. E não são só jogadores, mas todos os funcionários. Ninguém se aproxima do grupo de jogadores porque os seguranças não deixam. Justamente para alguém lá de fora não trazer para cá. É ruim, é ruim o que o mundo está passando”, comentou Renato.
No Rio Grande do Sul, 7 das 21 regiões criadas para monitorar a pandemia estão com colapso na rede de saúde. A ocupação de leitos de UTI nos hospitais gaúchos é de 100,3% segundo dados do governo. A situação é parecida em outros estados do país.
Ainda no mesmo dia, antes de partida do América-MG, Lisca criticou a CBF por marcar as datas de partidas da Copa do Brasil, com deslocamento entre estados, o que motivo comentário de Renato Gaúcho rebatendo o colega de trabalho.
“Eu adoro o Lisca, e cada um tem sua opinião, mas o futebol é o local mais seguro. Não que seja 100%, mas a gente está fazendo, entre aspas, um favor ao povo. Estamos trabalhando, mas, no momento que a gente joga, a gente ajuda o torcedor a ficar em casa. Não quer dizer que a gente está 100% garantido. Não pode parar tudo no país. Daqui a pouco, a pessoa fica em casa, mas pode morrer de fome. É difícil, é difícil? Cada um tem uma opinião”, concluiu.
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