Ronaldo pede a renúncia de Del Nero no comando da CBF
Em evento de um novo projeto em São Paulo, Ronaldo condenou a corrupção no futebol e se disse favorável à renúncia do presidente da CBF, Marco Polo del Nero. O ex-jogador se juntou aos brasileiros comuns e também se diz envergonhado com a onda de corrupção que toma conta do futebol mundial e no País, que já decretou a prisão de membros da Fifa,…

Em evento de um novo projeto em São Paulo, Ronaldo condenou a corrupção no futebol e se disse favorável à renúncia do presidente da CBF, Marco Polo del Nero. O ex-jogador se juntou aos brasileiros comuns e também se diz envergonhado com a onda de corrupção que toma conta do futebol mundial e no País, que já decretou a prisão de membros da Fifa, entre eles José Maria Marin, e o abandono de Joseph Blatter do comando da entidade.
“Adoraria que ele (Del Nero) renunciasse também, como fez Blatter. Ele não tem dado um grande exemplo. É evidente a relação que ele tem com o ex-presidente (Marin)”, disparou Ronaldo, ex-jogador da seleção e três vezes o melhor do mundo pela Fifa. “Tudo isso é uma vergonha, uma pena. O futebol é puro, é emoção.”
Ronaldo esteve à frente do Comitê Organizador da Copa de 2014 e do lado de Blatter e Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa também envolto no escândalo de corrupção, durante todo o tempo de organização do Mundial. Mesmo assim, defendeu veementemente toda e qualquer punição aos dirigentes corruptos. “Quem for pego por corrupção deve ser preso. E isso está só no início. Tem muita coisa para ser descoberta ainda. É momento de cobranças. Muita gente vai ser pega em corrupção.”
O ex-jogador também disse que o futebol precisa de líderes e de gente em quem o torcedor deposita confiança. “O futebol precisa de dirigentes honestos, pessoas que façam o bem. Sigo com meus valores de honestidade e caráter. Sei que vai aparecer muita gente cheia de oportunismo agora. Mas é hora de planejar e pensar. Tem de esperar”. Ronaldo não tem vontade de ocupar nenhum cargo na CBF ou no futebol do jeito que está. “Temos de exigir mais transparência e profissionalismo.”
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