Semana Mazzaropi exalta legado do cineasta em Taubaté

O legado de Amácio Mazzaropi, um dos símbolos do cinema nacional e o criador do personagem Jeca Tatu, é celebrado até domingo (13) em Taubaté. A Semana Mazzaropi, realizada em comemoração ao aniversário do cineasta, que completaria 102 anos nesta quarta-feira (9), oferece oficinas, palestras e exibições de filmes do cineasta, ressaltando a importância de sua figura para o Vale do Paraíba e para a história do cinema brasileiro.

Escrito por: Renan Simão2 min de leitura
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Cineasta Amácio Mazzaropi completaria 102 anos nesta quarta-feira (9)

Divulgação

O legado de Amácio Mazzaropi, um dos símbolos do cinema nacional e o criador do personagem Jeca Tatu, é celebrado até domingo (13) em Taubaté. A Semana Mazzaropi, realizada em comemoração ao aniversário do cineasta, que completaria 102 anos nesta quarta-feira (9), oferece oficinas, palestras e exibições de filmes do cineasta, ressaltando a importância de sua figura para o Vale do Paraíba e para a história do cinema brasileiro.

Em números, os filmes de Mazzaropi atingem marcas difíceis de acreditar mesmo para os padrões atuais. De acordo com o Museu Mazzaropi de Taubaté, o filme “Casa Pequenina” (1963) teve 8 milhões de espectadores. “Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro” (2010) é a maior bilheteria da história do cinema nacional com 11.002.441 espectadores. Hoje, grandes produções trabalham com mais de 400 cópias. Na época, Mazzaropi distribuía seus filmes apenas em 25 fitas.

Estima-se que a bilheteria total de Mazzaropi seja de mais de 200 milhões de ingressos em uma época em que o país mal tinha 100 milhões de habitantes. O famigerado estúdio da PAM Filmes (Produções Américo Mazzaropi), localizado onde hoje fica o Hotel e Museu Mazzaropi, realizou 32 longas-metragens, com Mazzaropi atuando em oito deles e o restante sendo produzido pelo cineasta. Atuaram em seus filmes Geni Prado, Agnaldo Rayol, Cely e Tony Campello, entre outros.

“A semana é importante para sabermos como era a nossa região de antigamente, a nossa cultura”, afirma Pamela Botelho, responsável pelo Museu Mazzaropi em Taubaté. “Principalmente vendo os cenários dos filmes em Taubaté, Natividade da Serra, São Luiz do Paraitinga, Redenção da Serra, e outros”.

Pamela conta que é comum os visitantes contarem que algum parente já foi figurante de algum filme do Mazzaropi. “Ele pegava mesmo as pessoas das cidades pra atuar no filme”, diz.

Jeca
A cultura caipira foi transformada com o surgimento do Jeca Tatu, personagem que aparece em vários filmes de Mazzaropi. “Ele deu outra identidade ao caipira, o homem do campo se tornou protagonista de ações políticas, culturais, e sempre através do humor”, observa Mauro Castilho, historiador responsável pelo CDPH (Centro de Documentação e Pesquisa Histórica) da Unitau (Universidade de Taubaté).

Para Castilho, Mazzaropi tirou “o estereótipo do caipira” e o mostrou “para as multidões”. “Foi um verdadeiro articulador do cinema nacional”, diz.

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