Senado rejeita proposta de antecipar vacinação de atletas olímpico
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Senado Federal rejeitou na noite desta quinta-feira (4) a proposta da senadora Leila do Vôlei (PSB-DF) para que atletas e membros das comissões técnicas que vão representar o Brasil nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio tenham prioridade na vacinação. Pela proposta, a iniciativa privada poderia pagar…

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Senado Federal rejeitou na noite desta quinta-feira (4) a proposta da senadora Leila do Vôlei (PSB-DF) para que atletas e membros das comissões técnicas que vão representar o Brasil nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio tenham prioridade na vacinação. Pela proposta, a iniciativa privada poderia pagar por essas doses.
O projeto foi apresentado como emenda de plenário ao Projeto de Lei de Conversão relativo à Medida Provisória 1.003/2020, que autoriza o Poder Executivo federal a aderir ao Instrumento de Acesso Global de Vacinas Covid-19 Covax Facility.
A proposta, porém, não foi incluída no relatório do relator Confúcio Moura (MDB-RO) e, depois, nem foi colocada em votação como destaque. Como o texto do PLC foi aprovado veio da Câmara, agora a matéria segue direto para sanção presidencial.
Leila propunha que o texto de lei incluísse a “imunização das delegações brasileiras que participarão dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos a serem realizados no Japão em 2021, e de suas comissões técnicas, em tempo apropriado, antes da data de início da realização desses eventos”.
Pelo projeto apresentado por Leila, isso poderia ser feito “mediante a aquisição de vacinas por iniciativa privada”. Atletas e comissões técnicas participantes de Tóquio-2020, um grupo que não chega a mil pessoas, seriam as únicas exceções, no país todo, autorizadas a serem vacinadas com recursos privados. O COB (Comitê Olímpico do Brasil) e CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro) nem chegaram a ser consultados.
Na justificativa da proposta, a senadora alegou que “essa medida se mostra necessária também para impedir que o País passe por um constrangimento de nível mundial, visto que a eventual ausência brasileira nas competições, em razão da indisponibilidade de imunizantes para um número tão baixo de pessoas, abalaria a imagem do Brasil no cenário internacional e sua credibilidade como nação organizada”.
O COI já disse explicitamente, no entanto, que ninguém será proibido de disputar a Olimpíada por não ter tomado vacina.
Posts Relacionados

Europa concentra maior número de casos de violência contra brasileiras no exterior

Discurso de Lula na Avibras, em Jacareí, provoca crise diplomática com o Paraguai

Novo tarifaço de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros entra em vigor
