Um colecionador rico e sua aposta na megaexposição
Yasuharu Ishikawa é um rico empresário nascido em Okayama. Também colecionador de arte, ele seguiu o caminho de outros mecenas de sua cidade e juntou-se a colegas para criar o Okayama Art Summit, cuja primeira edição, Development, conforme o título, adotou como tema o desenvolvimento. Ishikawa convenceu seus amigos a investir 13 milhões de…

Yasuharu Ishikawa é um rico empresário nascido em Okayama. Também colecionador de arte, ele seguiu o caminho de outros mecenas de sua cidade e juntou-se a colegas para criar o Okayama Art Summit, cuja primeira edição, Development, conforme o título, adotou como tema o desenvolvimento.
Ishikawa convenceu seus amigos a investir 13 milhões de euros no festival, convidando artistas badalados que frequentam bienais e um curador reconhecido como artista, o inglês Liam Gillick, de 52 anos, famoso por ter introduzido o termo “arte relacional” no dicionário, um dos Young British Artists que emergiram nos anos 1990 com Damien Hirsch.
Gillick não poupou o dinheiro dos investidores. Convidou artistas renomados (Michael Craig-Martin, Noah Baker) e bancou projetos ousados que ocupam nada menos que oito locais – museus, escolas, cinemas, bibliotecas e até a sede da prefeitura de Okayama, além do castelo, a principal atração turística da cidade, ao qual se chega após um passeio agradável pelo segundo maior jardim público do Japão (essa é uma aposta segura para atrair turistas à região, além da arte).
No jardim desse castelo, o cubano Jorge Pardo instalou uma réplica de uma casa tradicional de Okayama. Pardo emergiu nos anos 1990, ao lado de Liam Gillick e do argentino Rirkrit Tiravanija, outra grande atração da mostra Development, que montou um insólito jogo de pingue-pongue também no castelo.
O curador Gillick assume que essa subversão da arquitetura e dos costumes tradicionais japoneses é, sim, irônica, mas que a ironia faz parte do vocabulário dos artistas de sua geração – e ele escolheu os cinquentões para balizar a produção, embora tenha convidado artistas mais velhos como Craig-Martin, mito da arte conceitual irlandesa, de 75 anos, para fazer a ponte com os mais novos (ele instalou uma lâmpada de néon na fachada de um prédio).
Entre os destaques da mostra estão o citado Pierre Huyghe, que exibe um vídeo bizarro sobre um macaco com máscara de teatro Nô andando por um restaurante vazio, pós-apocalíptico (melhor que sua videoinstalação na Bienal de São Paulo) e uma escultura coberta por uma colmeia. Por fim, a presença da cineasta Dominique Gonzalez-Foerster, de Estrasburgo, também da geração do curador, atesta sua preferência pela mídia eletrônica.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Posts Relacionados

Instituto Athlon representa São José em Mundial na Holanda

Europa concentra maior número de casos de violência contra brasileiras no exterior

Discurso de Lula na Avibras, em Jacareí, provoca crise diplomática com o Paraguai
