Vasco reforça apoio psicológico ao elenco em briga contra rebaixamento
RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – A situação é dramática. O Vasco se encontra na zona do rebaixamento a três rodadas do fim do Campeonato Brasileiro. Convivendo com a pressão de lutar contra a quarta queda do clube na história, os jogadores têm recebido um apoio psicológico nesta reta final. Há alguns anos, a psicóloga Maíra Ruas trabalha…

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – A situação é dramática. O Vasco se encontra na zona do rebaixamento a três rodadas do fim do Campeonato Brasileiro. Convivendo com a pressão de lutar contra a quarta queda do clube na história, os jogadores têm recebido um apoio psicológico nesta reta final.
Há alguns anos, a psicóloga Maíra Ruas trabalha no time cruz-maltino, mas, recentemente, o técnico Vanderlei Luxemburgo a puxou para ainda mais perto. Na viagem para o Ceará, por exemplo, onde o Vasco acabou sendo derrotado pelo Fortaleza por 3 a 0 nesta quarta-feira (10), a profissional acompanhou a delegação e deu suporte ao elenco.
“Temos uma psicóloga que trabalha a parte emocional dos jogadores. Ela faz bem, trouxemos ela para o jogo. Está aqui na viagem. Há um preparo para o jogo”, disse Luxa, após a partida.
Capitão da equipe e um dos jogadores mais experientes do elenco, Leandro Castan já havia feito elogios ao trabalho de Maíra. “Admiro ela muito como profissional. É uma pessoa que me ajudou muito”, disse o defensor em entrevista à Vasco TV, no mês passado.
Luxemburgo admitiu que a equipe tem sofrido abalo emocional quando fica atrás do marcador nas partidas: “Sabemos que algumas coisas faltam para nós e estamos tentando superar as dificuldades. Nós não conseguimos virar jogo. O segredo nosso é evitar tomarmos gol. Começamos bem, colocamos uma bola na trave. E os caras [Fortaleza] foram lá e fizeram o gol. Então, quer dizer, aí saímos atrás”.
“Aí vem o desequilíbrio emocional, vem as coisas de estar na zona complicada… E tudo isso aflora no momento do jogo, e o rendimento técnico e tático vai para o espaço”, emendou Luxa, que acredita que o momento agora é o de digerir a dura derrota para o Fortaleza.
“Primeira coisa é aceitar e entender a derrota, porque nós não produzimos muito bem. Se nós tivermos essa capacidade de entender a derrota, de entender que fomos nós que não produzimos, que o adversário produziu muito mais do que nós, nós então começamos a nos preparar para o próximo jogo. Sofrer, doer, passar um remédio na ferida, cicatrizar a ferida e irmos para frente.”
Querida pelos jogadores, Maíra Ruas é discreta do ponto de vista externo e avessa a entrevistas. A tendência é a de que ela seja ainda mais utilizada nesta reta final de Brasileiro.
Com 37 pontos e na 17ª colocação, o Vasco ainda tem mais três partidas: contra Internacional, no domingo (14), em São Januário, Corinthians, fora, e Goiás, também na briga contra queda, em casa.
O Fortaleza pulou para 41 pontos, assim como o Sport, que venceu o líder Internacional nesta quarta. O Bahia tem os mesmos 37 pontos do Vasco, mas está na frente pelos critérios de desempate.
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