Zé Geraldo vem a São José com show de 30 anos de carreira

“É um milagre, bicho”, conta o cantor Zé Geraldo por telefone em entrevista ao Meon falando da carreira e do show que vai fazer no Teatro Municipal, no sábado (15), às 20h30, em São José dos Campos. O tal milagre é a trajetória de mais de 30 anos de carreira e longe dos holofotes da mídia e, mesmo assim, lotando shows com fãs fiéis.

Escrito por: Renan Simão3 min de leitura
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Show do sábado (15) terá repertório do DVD “Cidadão: 30 e poucos anos”

Divulgação

“É um milagre, bicho”, conta o cantor Zé Geraldo por telefone em entrevista ao Meon falando da carreira e do show que vai fazer no Teatro Municipal, no sábado (15), às 20h30, em São José dos Campos. O tal milagre é a trajetória de mais de 30 anos de carreira, longe dos holofotes da mídia e, mesmo assim, lotando shows com fãs assíduos.

Mesclando folk e sertanejo de raiz, o cancioneiro de Zé Geraldo remete a questões da sociedade moderna, por vezes falando da dicotomia natureza e cidade, de desigualdade social e bucolismo.

O show do sábado vai ter muito que foi o DVD “Cidadão: 30 e poucos anos”, um registro de uma vida dedicada à música e que homenageia seu álbum de maior sucesso “Terceiro Mundo”, de 1979. “Cidadão”, a música mais cantada nos shows, está nesse disco.

“[O disco] ainda está muito forte. Tem músicas que não dá para tirar do meu show até hoje”, diz. Na entrevista, Zé Geraldo fala de DVD, estilo “rock do mato”, novo disco e ostracismo.

Como vai ser o show em São José dos Campos?
Ainda é esse show do DVD “Cidadão: 30 e poucos anos”, são as músicas que passam pela minha carreira. Ainda esse ano, estou preparando um disco de inéditas que vai sair depois da Copa. Já tem um clipe no Youtube, chama “Roqueiro da Roça”.

Fale um pouco sobre esse DVD de 30 anos de carreira. 
Ele é uma comemoração de 30 anos do disco de 1979, “Terceiro Mundo”, o disco de “Cidadão”, e foi gravado em 2009. Como eu sou um artista independente, a gente caminha devagar né, por muitas razões, e eu só tive condição de gravar esse DVD com 30 e poucos anos de carreira.

Teve algumas participações, o Geraldo Azevedo…
Eu tive sorte de ter algumas participações, a minha filha Nô Stopa, o Chico Teixeira, Geraldo Azevedo, o Xangai, o Landau, irmão do cara do Jota Quest…

Como você vê hoje o disco “Terceiro Mundo”, ele envelheceu bem?
Ele ainda está muito forte. Tem músicas que não dá pra tirar do meu show até hoje. “Cidadão”, “Maria Bonita”, “Reciclagem”. Foi ali que começou tudo pra mim.

Conte como surgiu esse estilo de “rock do mato”.
Eu sou do interior de Minas Gerais e sempre vi que o rock e a toada sertaneja têm o mesmo ritmo, muda só a pegada. Então é uma coisa natural pra mim. O Raul [Seixas] já fazia muito isso, né?

Você lota shows desde sempre, tem um público fiel, mas nunca foi prestigiado pela mídia do rádio e da TV. Isso te deixa magoado?
Já me deixou bem magoado e triste durante um tempo. Até fiquei pensando em parar. Mas depois virou um desafio, ver que tenho muitos fãs e continuar trabalhando. É um milagre viu, bicho, é difícil! A internet me ajuda muito agora. Até a pirataria me ajudou muito, coisa de fazer show na selva amazônica e ter gente escutando a minha música.

SHOW ZÉ GERALDO
Quando: sábado (15), às 20h30
Onde: Teatro Municipal, rua Rubião Júnior, 84, 3º piso, Shopping Centro, São José dos Campos 
Quanto: R$40, com ingressos podendo ser adquiridos a partir de sexta-feira (14), das 14h às 18h, no Teatro Municipal. Estudantes pagam meia-entrada
Mais informações: (12) 3942-1144

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