Após oito meses fora, Bagé revela: “pensei que não voltaria a jogar”
O nome dela é Daiane Menezes Rodrigues, mas conhecida como Bagé –por sua naturalidade da cidade de Bagé (RS). Depois de oito meses longe dos gramados por uma lesão no ligamento cruzado do joelho direito, a zagueira do São José voltou a treinar com bola e está cada vez mais perto de reforçar a equipe joseense.


A zagueira Bagé durante sessão de fisioterapia
Leonardo Gonzaga/Meon
O nome dela é Daiane Menezes Rodrigues, mas conhecida como Bagé, apelido dado por sua naturalidade, a cidade de Bagé no Rio Grande do Sul. Depois de oito meses longe dos gramados, por uma lesão no ligamento cruzado do joelho direito, a zagueira do São José voltou a treinar com bola e está cada vez mais perto de reforçar a equipe joseense.
A atleta já vestiu a camisa da seleção brasileira em várias ocasiões e conquistou o vice-campeonato da Copa do Mundo de 2007 e Medalha de Prata durante os Jogos Pan-Americanos de 2011, além de ter vestido a amarelinha na Copa do Mundo da Alemanha em 2011, e nas Olimpíadas de Londres, em 2012.
Em entrevista ao Meon, Bagé falou sobre a lesão e a situação do São José hoje no futebol feminino.
Você já passou por uma lesão grave como essa? Como foi o dia-a-dia da recuperação?
Nunca havia passado por uma lesão grave assim. Já tinha visto algumas amigas passando por esta situação, mas só quem sofre esta lesão do ligamento cruzado sabe realmente o quanto é difícil. Para piorar tive uma trombose em uma veia da panturrilha no início do tratamento e, depois de seis meses, o parafuso acabou soltando e tive que refazer a cirurgia, o que complicou meu retorno aos gramados. Todos os dias na fisioterapia, manhã e tarde, aí chega um momento que você dá uma baqueada e pensa ‘todos os dias a mesma coisa?’. Eu tenho um exemplo próximo de mim, a goleira Paula, que passa pela segunda cirurgia. Eu também sou uma pessoa muito paciente, eu dei o tempo ao tempo. Eu nunca cheguei à fisioterapia e tentei acelerar as coisas.
Você chegou a pensar que não conseguiria voltar aos gramados?
Isso passou umas duas vezes pela minha cabeça. Eu me perguntava ‘será que vou voltar a jogar?’ e ainda eu penso nisso. Eu estou retornando agora, depois de oito meses, então às vezes fica na minha cabeça se eu irei voltar no nível que jogava antes. Mas eu me apego muito em Deus e tenho certeza que vai ser a vontade dele, porém, a recuperação é longa.
Mesmo fora de campo, você conseguiu passar a sua experiência para as companheiras de equipe?
Eu sempre estive presente nos jogos. Nos treinamentos ficava difícil por causa dos tratamentos. A libertadores do ano passado em Foz do Iguaçu, eu abri mão de 15 dias do meu tratamento para ficar com elas, por ser uma competição muito importante não só para o São José, mas para a cidade. Porém, eu sempre estou presente nos vestiários para falar alguma coisa.
Você já jogou com atletas de alto nível do futebol feminino pela seleção. Você acredita que o São José hoje, é uma vitrine para o esporte no país?
Com certeza, hoje o São José é uma das equipes do topo do futebol feminino. A gente tem uma boa estrutura em São José dos Campos, a gente sabe que a modalidade tem dificuldades. Mas estamos no caminho certo e há quatro anos estamos conquistando títulos importantes para a cidade, e agora temos a possibilidade de disputar um torneio intercontinental, que pode acontecer até o final do semestre. Ainda tem o Mundial de Clubes no fim do ano e isso mostra que o São José é uma ótima equipe, mas volto a dizer que sempre a gente tem que melhorar. O São José está no caminho certo.
O São José tem uma decisão diante do Vitória (PE) pela semifinal da Copa do Brasil. Você acredita que a equipe tem condição de conquistar o tricampeonato? Você já pode estar à disposição do treinador?
Em relação a minha volta está fora de cogitação. Como eu estive oito meses parada, eu preciso de uma readaptação ao futebol. Eu voltei quarta-feira passada (12) a bater na bola, fazer a parte física. Então eu tenho mais um mês para me reabilitar dentro do futebol. Eu não vou estar 100% e não quero arriscar outra lesão agora e nem pela frente. O grupo está pronto, está formado e as meninas tem total capacidade de enfrentar de igual pra igual o Vitória, que também é uma excelente equipe.
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