Destaque do taekwondo brasileiro, joseense Julia Vasconcelos diz: “vou lutar até ganhar o ouro olímpico”
Muita coisa mudou na vida da joseense Júlia Vasconcelos nos últimos 16 anos. Das aulas de taekwondo do Sama (Sociedade Amigos de bairro do Jardim Motorama) em São José até o bronze no Mundial Militar do Irã, a tecondista joseense se firmou como um dos principais nomes do taekwondo brasileiro. Tudo começou em 1998, incentivada pelo pai, que praticava a luta. Foram muitos desafios até se consolidar na atleta que é hoje.











Muita coisa mudou na vida da joseense Júlia Vasconcelos nos últimos 16 anos. Das aulas de taekwondo do Sama (Sociedade Amigos de bairro do Jardim Motorama) em São José até o bronze no Mundial Militar do Irã, a tecondista joseense, de 22 anos, se firmou como um dos principais nomes do taekwondo brasileiro. Tudo começou em 1998, incentivada pelo pai, que praticava a luta. Foram muitos desafios até se consolidar na atleta que é hoje.
“Todo o esporte no Brasil sofre com falta de estrutura, é muito difícil se manter sem patrocinador, por exemplo. Falta base e investimento”, diz a lutadora.
Há quatro anos titular da seleção brasileira de taekwondo, Júlia já visitou mais de 20 países defendendo o Brasil, na categoria 62 kg. Líder do ranking nacional e 11ª no rankeamento mundial, a atleta conquistou na última semana um dos resultados mais expressivos da carreira, o bronze no Mundial Militar de Taekwondo.
“Já defendi o país em Mundiais, Sul-Americanos, Circuito Europeu, e sempre com uma responsabilidade muito grande. Mas as minhas maiores emoções foram o quinto lugar no Campeonato Mundial, realizado na cidade de Puebla no México, em julho do ano passado, e agora o bronze no Mundial Militar”.
Para disputar a competição no Irã, ela teve que se ‘alistar’. Júlia se formou 3º sargento das Forças Armadas em 2013 e tem até 2021 para defender o país em competições militares.
“As Forças Armadas não revelam atletas de alto rendimento, por isso, todo ano é feito um edital onde eles escolhem alguns atletas. Você se inscreve e tem que estar dentro dos padrões militar, passa por todo um processo até se formar. Depois você ganha o direito de ficar oito anos competindo como militar”, relata.
Apesar do bom resultado, Júlia quer mais, diz não estar satisfeita e promete se superar atrás dos seus sonhos. “Não foi o resultado que eu queria. Nunca vou me contentar com uma medalha de bronze ou prata, eu entro para competir sempre em busca do ouro”.
O próximo desafio começa na próxima sexta-feira (29) onde inicia a disputa do Grand Prix de Taekwondo no Cazaquistão, competição que reúne os 32 melhores do mundo em cada categoria, e serve de seletiva para as Olimpíadas Rio-16.
“É um campeonato muito forte onde só os principais atletas participam. É como uma peneira para os Jogos Olímpicos, quem estiver entre os oito primeiros do ranking vão estar no Rio de Janeiro”.
Como as Olimpíadas vão ser no Brasil, Júlia tem uma chance a mais de participar dos Jogos, já que vão ser feitas seletivas para atletas do país. Até lá, a joseense garante que vai dar muita alegria para São José dos Campos e para o Brasil, além de lutar contra tudo e todos para alcançar o seu objetivo de vida.
“É claro que eu desejo e sonho em participar das Olimpíadas, ainda mais aqui no meu país. Tenho dois grandes objetivos na minha vida conseguir uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos e no Mundial. Tenho comigo que enquanto não alcançar essas duas conquistas não vou parar”.
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