“O Brasil precisa se acalmar durante a Copa”, pede ex-zagueiro da seleção

Parte da comemoração dos 20 anos da conquista da Copa do Mundo de 1994, o Sesc de Taubaté contou a presença do ex-zagueiro do São Paulo e da seleção brasileira, Ronaldo Rodrigues de Jesus, o Ronaldão, nesta quarta-feira (11).

Escrito por: Leonardo Gonzaga2 min de leitura
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Zagueiro da seleção brasileira campeã de 1994, Ronaldão pede calma para os brasileiros durante a Copa do Mundo

Flávio Pereira/Meon

Parte da comemoração dos 20 anos da conquista da Copa do Mundo de 1994, o Sesc de Taubaté contou a presença do ex-zagueiro do São Paulo e tetracampeão pela seleção brasileira, Ronaldo Rodrigues de Jesus, o Ronaldão, nesta quarta-feira (11).

Em um bate-papo descontraído, o zagueiro que foi substituto de Ricardo Gomes -cortado da Copa de 1994 depois de sofrer uma lesão muscular durante um amistoso contra El Salvador- falou sobre a carreira, conquistas e bastidores.

Por isso, um assunto que não poderia faltar era a Copa do Mundo no Brasil. Para o ex-jogador, o brasileiro precisa voltar a sentir alegria. “Eu acredito que a Copa tem que começar logo. É claro que a população tem que reivindicar o que é direito, mas o Brasil precisa se acalmar durante a competição. O brasileiro precisa de alegria. O povo precisa abraçar esta Copa e depois dela, protestar”, diz o campeão do mundo.

Carreira
Campeão de quase tudo, Ronaldão se destacou no São Paulo, onde conquistou dois Campeonatos Brasileiros (1986 e 1991), quatro Campeonatos Paulistas, duas Libertadores da América (1992 e 1993) e dois títulos mundiais (1992 e 1993). Pela seleção brasileira, o zagueiro conquistou a Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos.

“A sensação de ter defendido o país inteiro foi a melhor possível. A responsabilidade é enorme e eu tenho certeza que os jogadores que vão jogar essa Copa, estão com um frio na barriga. Eu estava no Japão quando fui convocado no lugar do Ricardo”, conta o ex-zagueiro.

Além disso, Ronaldão destacou o ótimo clima do grupo de 1994, que foi um ponto importante na conquista da taça. “O clima era muito bom. Não tinha lugar para jogador marrento no time. A cobrança era enorme o tempo todo, mas tínhamos o Taffarel, por exemplo, que era fantástico. Não tinha tempo ruim para ele”, revela.

Hoje empresário na área de comércio exterior, o zagueiro também teve passagens pelo Flamengo, Santos e Ponte Preta, onde encerrou a carreira em 2002.

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