Investir em imóveis continua sendo bom negócio
Especialistas apontam que investimento, considerado sólido e seguro, nunca deve sair do radar, independente do momento econômico

Em começos de ano é comum que as pessoas repensem as suas formas de investimento e planejem como vão agir com as suas finanças. A compra de imóveis é uma forma de movimentar a economia e investir o dinheiro que estava aplicado em uma nova modalidade. Investir em imóveis pode ser a escolha ideal, mas é necessário tomar alguns cuidados para garantir que essa é a melhor opção.
O especialista em mercado imobiliário Ronaldo Kogake, de São José dos Campos, explica que esse investimento é seguro quando há um planejamento e orientação adequada de um profissional do mercado imobiliário. “O imóvel pode ser uma excelente opção para você alocar parte dos seus recursos em algo sólido e seguro. Portanto, ao meu ver, investir em imóveis nunca deve sair do nosso radar, independente do momento econômico”, revela Ronaldo.
O investidor precisa entender uma série de questões para escolher qual o melhor imóvel para investir, “a dinâmica de preços, a forma de pagamento, como esse imóvel vai ser comprado, a região onde se encontra o imóvel, a oferta de comércios e serviços disponíveis, as vias de acesso, o zoneamento, a qualidade da construção (se houver), a documentação do imóvel, entre outros. Quanto mais cercado dessas informações, mais assertiva será sua escolha”, diz Ronaldo.
Nos últimos dois anos, muitos compradores investiram em imóveis para uso próprio. O especialista em mercado imobiliário Alexandre Mendes, também de São José, fala que durante a pandemia o fator qualidade de vida foi o diferencial para quem resolveu mudar, principalmente famílias que optaram por mudar de apartamentos para casas. “Algumas pessoas resolveram tirar os investimentos financeiros para investir em imóveis melhores e mais funcionais. Não há dúvidas de que esses imóveis que tiveram valorização não vão cair de preço”, afirma Alexandre.
Nesse meio tempo, a demanda por casas cresceu e fez com que até terrenos tivessem uma hipervalorização. “Alguns condomínios triplicaram de valor. Outros, que há muito tempo estavam parados, voltaram a ser interessantes para locação”, revela Alexandre.
Dentre os investimentos é importante que o investidor faça a análise do que pode ser mais rentável e garantir a melhor liquidez possível. Alexandre exemplifica: “se um investidor pode gastar R$1 milhão, com esse valor ele pode comprar um imóvel comercial e ter uma renda de R$10 mil reais por mês com aluguel ou comprar três imóveis de R$300 mil. Essa última opção pode ser a melhor. Se houver inadimplência, a chance maior é de ser só em um e não nos três ao mesmo tempo. Mas isso vai variar de investidor para investidor”.
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