Ato de amor: dúvidas sobre adoção

Entrevista com escrevente técnica judiciária da Vara da Infância, Juventude e do Idoso de Santos

Escrito por: Miguel Lucas Silva de Assis2 min de leitura
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Adotar é um ato de coragem e muito amor, sem preconceito, e com total responsabilidade por aquele novo ser que entra na família e passa a fazer parte dela para sempre. Conversamos com Edvânia Aparecida da Silva, escrevente Técnica Judiciária da Vara da Infância, Juventude e do Idoso de Santos. Ela esclarece algumas dúvidas e nos conta como dar início ao processo e quais os passos exigidos para, enfim, ter um final feliz e cheio de carinho.

Muitos casais decidem pela adoção por não poder gerar seus próprios filhos, mas para adotar também é preciso gerar dentro de si a mesma vontade. Estamos falando do amor conquistado, do encontro marcado entre mãe, pai e o filho do coração. Falamos de adoção.

A entrevistada trabalha desde 2018 na Vara da Infância de Santos e nos contou que para iniciar um processo de adoção é necessário procurar a vara da Infância e Juventude do município ou setor de psicologia e assistência social do Tribunal de Justiça do Estado, entregar a documentação necessária, para então iniciar o processo. De acordo com Edvânia, somente após todo o processo “aí a pessoa ou o casal estarão habilitados para adotar uma criança. Eles entraram numa fila e a partir dessa fila e com as características que eles indicarem no cadastro eles aguardaram até aparecer uma criança com o perfil desejado”.

Um questionamento importante foi sobre a escolha das características da criança. E sim, “no cadastro deste processo as pessoas elas preenchem uma ficha onde elas podem escolher as características da criança cor e idade, se elas pretendem ou não adotar irmãos, em quais estados do Brasil”.

De acordo com a entrevistada, existe uma dificuldade na adoção tardia, ou seja, de crianças maiores de três anos. “Existe sim uma dificuldade na adoção tardia e de crianças com algum tipo de deficiência tanto física quanto mental. Pois a grande maioria dos adotantes preferem crianças de até três anos no máximo. O que faz com que a fila de crianças pra adoção demorem para andar.”

A adoção é um dos atos mais puros de amor, pois não envolve laços de sangue, mas sim a vontade do adotante de formar uma família e amá-la. Confira no vídeo abaixo, a entrevista na íntegra.

Com supervisão de Isabela Sardinha, jornalista do Meon Jovem.

Miguel Lucas Silva de Assis
Miguel Lucas Silva de Assis

8º ano do ensino fundamental - E.E Darci Lopes - Jacareí

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