Sempre uma nova primavera

Poema da aluna Ana Beatriz Monteiro Nunes

Escrito por: Ana Beatriz Monteiro Nunes2 min de leitura
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Ah! Quando vi seus olhos pela primeira vez…

A estação mudou,

As flores desabrocharam,

Borboletas, em meu estômago, reinaram.

Mas o verão, contra as expectativas, foi morno,

As palpitações se iniciaram,

Seriam elas de ansiedade?

Não, eram por puro medo!

Desde que verdadeiramente o conheci,

Percebi que tudo era mentira,

Seus olhos vivos e sonhadores escondiam tamanha maldade,

Que até então eu em ninguém sentira.

Atentei-me a isso tarde demais,

Estava muito apaixonada para deixa-lo para trás,

Então a estação novamente mudou,

Foi quando decidiu tingir minha pele de roxo!

As flores murcharam,

As palpitações se multiplicaram,

As borboletas emigraram,

Para o estômago de outra jovem desavisada.

Quanto à ansiedade?

Esta, então, explodiu!

Mas as estações não param,

O inverno implacável sempre vem.

As mangas compridas da estação,

Servem bem para esconder a diversidade de tons,

As esverdeadas já antigas e as novas roxas,

As da pele são fáceis, já as do coração!?

Flores nem haviam mais, ciclo encerrado!

Nem ansiedade sinto mais!

Quando percebi, enfim, que estava tudo errado,

Dei o relacionamento por terminado.

Violência e amor não se combinam!

Mas não é por um erro que a vida assim termina,

Uma nova primavera vem gentil e me ilumina,

Ainda que as flores, eu deva curtir sozinha!

Com supervisão de Yeda Vasconcelos, jornalista do Meon Jovem.

Ana Beatriz Monteiro Nunes
Ana Beatriz Monteiro Nunes

1º ano do ensino médio – Colégio Univap Centro

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