O que é preciso para vender online em 2024?
Vender produtos ou serviços no meio digital pode ser novidade até mesmo para quem já trabalha com o comércio há décadas. Tudo aquilo que existia no ambiente físico foi levado para o online, com a adição de vantagens que o contato presencial não conseguia proporcionar. Por conta da modernização nos processos de compra e venda, […]

Vender produtos ou serviços no meio digital pode ser novidade até mesmo para quem já trabalha com o comércio há décadas.
Tudo aquilo que existia no ambiente físico foi levado para o online, com a adição de vantagens que o contato presencial não conseguia proporcionar.
Por conta da modernização nos processos de compra e venda, hoje os empreendedores podem atender limites que vão além da própria região.
Vantagens de vender online
O investimento na presença digital da companhia pode trazer dois grandes benefícios ao empreendedor, por mais que novas vantagens possam surgir ao longo do processo.
Impulsionar o número de vendas
A possibilidade de aumentar o número de clientes é o que leva milhares de empreendedores ao meio digital, independentemente do porte da empresa.
De acordo com a 4ª edição da pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae junto ao IBGE, 75% das microempresas nacionais utilizam as redes sociais para impulsionar suas vendas.
Ou seja, três a cada quatro empresas fizeram a migração para o e-commerce e passaram a vender online na intenção de conquistar resultados ainda melhores.
Expandir a alcance da empresa
Quando uma empresa não é reconhecida pelo que faz, outras empresas do mesmo nível conseguem levar vantagem sobre os números de venda.
Por isso, reforçar a existência da companhia no online é uma forma de obter destaque do grupo no ramo comercial.
Segundo o levantamento Maturidade do Marketing Digital e Vendas no Brasil, 94% das empresas que atuam no Brasil apostam no marketing digital como uma estratégia voltada para o crescimento.
Planejamento para vender online
A base de todo o processo está no planejamento, e o caminho para o sucesso da empresa está no cumprimento de suas etapas.
Por isso, o empreendedor que pretende vender online deve considerar não apenas os fatores iniciais, mas também todos os elementos que estão presentes no mundo digital.
Documentação
A vantagem básica do meio online está na possibilidade de iniciar as operações comerciais através do número do CPF (Cadastro de Pessoa Física).
Entretanto, é recomendado que o empreendedor valide o seu próprio registro de CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica).
Isso porque nem todos os sites de e-commerce permitem a troca de CPF para o CNPJ depois que uma conta é ativada no sistema.
Profissionais autônomos podem regularizar suas atividades através do registro de microempreendedor individual, o MEI, que garante:
· Direitos previdenciários e trabalhistas ao empreendedor
· A emissão de notas fiscais pela empresa
· O pagamento de tributos com valores fixos mensais
Segmentos
Antes mesmo de escolher o produto que a empresa irá vender online, o empreendedor deve analisar as oportunidades e as necessidades do mercado.
O primeiro passo dessa análise é reconhecer que o mercado é volátil, e que os resultados podem variar de acordo com determinados períodos.
Por outro lado, aqueles que atuam no meio físico não precisam definir o segmento, uma vez que essas operações já são realizadas em outro formato.
Ainda assim, o e-commerce pode ser utilizado como um sistema capaz de monitorar o comportamento do consumidor de acordo com a demanda do segmento.
Produtos
Estratégias que ainda são utilizadas no meio físico também podem ser replicadas no digital com base em diversos fatores, entre eles o regional.
É comum que as cidades sejam conhecidas pela produção de uma determinada mercadoria, essa tendência também pode ser explorada quando o foco está no mercado regional.
No caso do e-commerce, as plataformas oferecem a seção de “Tendências”, na qual é possível verificar quais produtos mais atraíram o interesse dos consumidores nos últimos dias.
Fatores como a sazonalidade, que corresponde ao período no qual a mercadoria tem números de venda maiores, como as festividades, ainda devem ser considerados.
O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) mostra que o comércio online do Brasil foi impulsionado no último Natal, com alta de 2,4% no mês de dezembro (2023).
A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm) acredita que as transações digitais continuarão subindo nos próximos 4 anos, com alta de 10,45% já em 2024.
Público-Alvo
O interesse da empresa de escolher um determinado produto para vender online deve estar diretamente relacionado aos clientes de alto potencial.
O público-alvo pode ser definido através de elementos:
· Geográficos: região, país, estado, cidade e clima…
· Demográficos: idade, gênero, renda, ocupação, escolaridade…
· Psicográficos: personalidade, valores, interesses, estilo de vida…
· Comportamentais: status de usuário, sensibilidade, motivação…
Também é possível idealizar uma persona, com características ainda mais específicas de um consumidor que a empresa deseja alcançar.
Fornecedores
O fornecedor é o grande aliado do empreendedor na venda digital, uma vez que seu serviço é parte do processo antes do produto chegar ao consumidor final.
Para não ter que lidar com a falta de produtos, a empresa deve contar com parceiros confiáveis e que estejam dispostos a ajudar.
Plataformas
Duas plataformas dominam o mercado de marketplace no Brasil: o Mercado Livre, fundado por Marcos Galperin, e a Amazon, do bilionário Jeff Bezos.
Mercado Livre
Considerado o maior marketplace da América Latina, o Mercado Livre é utilizado por mais de 10 milhões de vendedores ativos.
De acordo com o levantamento da Conversion, a plataforma detém mais de 14% de Market Share (grau de participação no mercado) no e-commerce brasileiro.
Mais da metade da receita do Mercado Livre é gerada no Brasil, e por isso a empresa prometeu um aporte de R$ 23 bilhões, 21,1% a mais que o valor investido em 2023.
Amazon (H4)
Embora atue no mercado brasileiro há menos tempo que o Mercado Livre, a Amazon rapidamente se consolidou como um marketplace em potencial.
O primeiro contato da empresa norte-americana com o Brasil ocorreu em 2012 através do lançamento da loja do Kindle, o leitor de livros digitais da companhia.
Por aqui, a Amazon só passou a atuar como um marketplace em janeiro de 2019, com lançamento impulsionado pelo plano Prime.
Concorrência
Ainda que o foco seja a venda de produtos no digital, as lojas físicas devem ser consideradas concorrentes na mesma medida que as lojas do online.
Isso significa que a competitividade não se resume ao e-commerce, mas também se faz presente no mundo físico, fora dos sites.
Preços
Junto do fator concorrência, o preço da mercadoria no mundo físico e/ou digital pode trazer resultados maiores ou menores ao empreendedor digital.
Ofertas podem ser utilizadas para a atração e captação de clientes, mas também é capaz de provocar impactos negativos para quem deseja vender online.
Além da precificação, o empreendedor precisa lidar com os custos operacionais e as taxas cobradas pelas plataformas, com base em suas diretrizes.
Sua vez de vender online! (H2)
Mesmo quem toma cuidado com cada etapa da venda digital pode ser surpreendido por uma situação completamente diferente.
Assessorias especializadas em e-commerce, como a Mamba Digital, ajudam empreendedores a vender online, independentemente do porte da empresa.
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