Anvisa proíbe mais de 150 produtos eróticos sem registro

Produtos estavam com notificações canceladas e sem regularização sanitária, segundo a agência

Escrito por: Rubens Baracho2 min de leitura
Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da fabricação, comercialização, distribuição, importação, propaganda e uso de uma lista de géis para massagem corporal vendidos no país. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (25) no Diário Oficial da União.

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Além do banimento, a Anvisa também determinou a apreensão de todos os lotes dos produtos. Os itens penalizados pertencem à empresa Marcos Marciano Wagner EPP e parte deles era comercializada sob a marca “Segred/Secret Love”.

Segundo o órgão regulador, a medida foi adotada porque os produtos estavam com as notificações canceladas e não possuíam a regularização necessária para serem comercializados. A agência explicou ainda que produtos destinados ao uso interno não se enquadram na definição legal de cosméticos, perfumes ou produtos de higiene pessoal, o que configura infração à legislação sanitária brasileira.

No expediente publicado, os itens foram categorizados como “Dispositivos Médicos”, classificação que exige regras específicas de registro e controle.

Lista inclui nomes com paródias e expressões populares

A relação divulgada pela Anvisa reúne dezenas de produtos com nomes apelativos, muitos deles fazendo paródia de medicamentos conhecidos ou utilizando expressões do cotidiano.

Entre os exemplos citados estão:

Paródias de medicamentos:

“Rivosex”

“Uzempica”

“Paracetaduro”

“Buscopau”

Expressões populares e referências tecnológicas:

“Faz o Pix”

“Pirocard”

“Pererecard”

“Xia-Homy”

Referências a bebidas e marcas:

“Bumbumwiser”

“Tequila”

“Jackie Wisk”

A proibição é imediata, e estabelecimentos comerciais, distribuidores e plataformas de venda devem interromper qualquer forma de comercialização ou propaganda dos produtos listados na resolução. O descumprimento pode resultar em sanções previstas na legislação sanitária.

Tags:BrasildestaquerotativoSaúde e segurança do trabalhoPublicado em: