Michael Bloomberg abandona campanha presidencial e decide apoiar Biden
O bilionário Michael Bloomberg, ex-prefeito de Nova York, decidiu abandonar a disputa para a presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira, 4, um dia após o péssimo resultado na Superterça, quando votaram delegados de 14 Estados e ele não venceu em nenhum. Bloomberg decidiu apoiar o…

O bilionário Michael Bloomberg, ex-prefeito de Nova York, decidiu abandonar a disputa para a presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira, 4, um dia após o péssimo resultado na Superterça, quando votaram delegados de 14 Estados e ele não venceu em nenhum.
Bloomberg decidiu apoiar o ex-vice-presidente Joe Biden, que obteve vitórias em nove Estados e agora lidera a corrida democrata. O resultado deixou claro que Biden é o único candidato capaz de disputar em igualdade de condições com o senador Bernie Sanders, que empolgou no início da campanha obtendo bons resultados mas é visto com ressalvas pela parte moderada dos democratas.
A disputa pela nomeação democrata foi transformada com a Superterça. Antes, era uma competição entre muitos candidatos sem nenhuma alternativa clara a Sanders e, agora, consolidou Biden como o rival mais forte. No final de semana, o ex-prefeito de South Bend Pete Buttigieg e a senadora Amy Klobuchar, de Minnesota, abandonaram a disputa e anunciaram apoio a Biden.
Bloomberg, que é a nona pessoa mais rica do mundo, sugeriu recentemente estar disposto disposto a gastar US$ 1 bilhão para ajudar o futuro candidato democrata a derrotar o bilionário presidente Donald Trump em seu projeto de reeleição, em novembro. Ele tem funcionários da campanha na Flórida, Carolina do Norte, Michigan, Pensilvânia, Wisconsin e Arizona, regiões que podem ser decisivas na reta final.
Donald Trump, um desafeto histórico de Bloomberg, ironizou a decisão do democrata. “Eu poderia ter dito a ele há muito tempo que ele não tinha o que era preciso (para ser presidente), e ele teria economizado um bilhão de dólares, o custo real. Agora ele investirá dinheiro na campanha de Sleepy Joe (Joe sonolento, forma pejorativa de tratar Joe Biden), esperando salvar a cara. Não vai dar certo!”, escreveu em seu Twitter.
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