Ministros falam sobre morte de Marcio Thomaz Bastos; Renan Calheiros destaca brilhantismo

O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, divulgou nota de pesar pela morte do ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. O ministro-chefe da Casa Civil Aloizio Mercadante, o advogado-geral da União, ministro Luís Inácio Adams, Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do Senado Renan Calheiros e Augusto de Arruda Botelho, presidente do IDDD (Instituto de Defesa do Direito de Defesa), também lamentaram o ocorrido.

Escrito por: Do Meon*3 min de leitura
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O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, divulgou nota de pesar pela morte do ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Na mensagem, o ministro afirma que lamenta profundamente a perda daquele que considera um dos maiores juristas do Brasil e um personagem com reconhecida contribuição no processo de redemocratização do país. Para Mantega, como ministro da Justiça, Thomaz Bastos teve atuação destacada na modernização do sistema judiciário brasileiro. “Neste momento de dor pela perda de um amigo, o ministro presta solidariedade aos seus familiares”, diz a nota.

Também lamentou a morte de Thomaz Bastos o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que, também em nota, disse que o Brasil “perde um dos grandes advogados criminalistas de sua história”.

“A vida de Bastos foi marcada pela coragem e competência com que se dedicou às suas causas. Além de presidente da OAB-SP, quando participou do movimento pelas Diretas Já, destaco a atuação de Bastos como ministro da Justiça do governo Lula, na reestruturação da Polícia Federal, na aprovação do Estatuto do Desarmamento e na homologação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol”, afirmou o ministro.

O advogado-geral da União, ministro Luís Inácio Adams, apontou, a exemplo de Mantega, que coube a Thomaz Bastos conduzir, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a reforma do Judiciário, com a instituição do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

“A morte de Márcio Thomaz entristece a todos nós que com ele conviveram. Homem íntegro, leal e agregador, foi essencial à Justiça e ao País”, disse Adams. “Perdemos o homem, mas tivemos o privilégio de testemunharmos em primeira mão o exemplo e as conquistas de Márcio Thomaz Bastos”, completou o ministro da AGU.

Luís Barroso
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que Thomaz Bastos “foi um homem que serviu dignamente ao direito, tanto na atividade privada como na vida pública”. Nas palavras de Barroso, o ex-ministro “foi um advogado do primeiro time, e uma pessoa do bem e fidalga”. “Foi, também, um Ministro da Justiça exemplar, por sua competência e isenção”, disse.

O ministro do STF lembrou que Thomaz Bastos foi um dos “principais responsáveis” pela aprovação da Reforma do Judiciário. “Inovações como a criação do Conselho Nacional de Justiça, a autonomia da Defensoria Pública e a repercussão geral no STF só viraram realidade em razão do seu empenho e habilidade”, afirmou em nota.

Brilhantismo
Em nota, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que o ex-ministro exerceu a advocacia “com brilhantismo e dedicação”. “Sem dúvida, perdemos hoje um grande cidadão, um expoente do Direito brasileiro”, disse, solidarizando-se com a família do ex-ministro em nome do Congresso.

O presidente do Senado fez um breve relato sobre a carreira de Thomaz Bastos e destacou que, “desde muito cedo”, o advogado se dedicou às causas dos movimentos populares, além de ter atuado “com firmeza” para punir os assassinos do líder sindical Chico Mendes.

Já Augusto de Arruda Botelho, presidente do IDDD (Instituto de Defesa do Direito de Defesa), ressaltou que Márcio Thomaz foi um ícone da advocacia e uma figura que “engrandeceu sobremaneira nosso Estado Democrático de Direito, contribuindo para o aprimoramento de uma sociedade mais justa”.

“Márcio Thomaz Bastos deixa um legado inestimável para o fortalecimento das instituições e de respeito aos direitos humanos”, completou.

(* com informações do Estadão Conteúdo)

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