Moradores da RMVale sofrem com greve de ônibus em São Paulo
Desde terça-feira (20), dia em que uma greve-surpresa de motoristas de ônibus parou a cidade de São Paulo, moradores de cidades da RMVale que trabalham na capital paulista estão entre os 1 milhão de pessoas prejudicadas. Com a diminuição da frota, as estações de trem e metrô ficaram superlotadas, o que causou um verdadeiro caos durante os horários de pico.

Desde terça-feira (20), dia em que uma greve surpresa de motoristas de ônibus parou a cidade de São Paulo, moradores de cidades da RMVale que trabalham na capital paulista estão entre os 1 milhão de pessoas prejudicadas. Com a diminuição da frota, estações de trem e metrô ficaram superlotadas, o que causou um verdadeiro caos durante os horários de pico.
Sem ônibus para chegar ao trabalho, a gerente de vendas Bruna Lima, de São José dos Campos, chegou atrasada para abrir a loja onde trabalha. Entretanto, ela afirma que apesar do atraso seu problema foi pequeno em comparação ao atraso de companheiros de trabalho.

Terminal Santana parado por causa da greve de motoristas em São Paulo
Bruna Lima/Arcevo Pessoal
“Todas as lojas da rua onde eu trabalho abriram com muito atraso tanto na terça quanto na quarta (21). As pessoas que trabalham comigo também chegaram bem tarde. Mas a volta foi pior. Sem ônibus e com as estações de metrô lotadas, muitos demoraram quase cinco horas para chegar em casa”, afirma.
Ela afirma que o terminal Santana, utilizado tanto por Bruna quanto pela maioria de seus colegas de trabalho, nem de longe lembrava a movimentação dos dias de semana. Sem ônibus e passageiros, a estação parecia deserta.
“É uma das maiores de São Paulo e a que todo mundo acaba usando para se locomover. O fato de não saber quando a greve deve terminar é uma apreensão para todos aqui da loja”, explica.
Acostumado a ir e voltar todos os dias para São Paulo, o analista de administração José Luiz Malheiros, de Taubaté utiliza metrô e não ônibus para ir ao trabalho. Mesmo assim, a greve dos motoristas tem alterado a sua rotina nesses dois dias de paralisação.
“Na terça-feira mesmo, quando vi as notícias de como estavam as estações de metrô, consegui sair meia hora antes para conseguir pegar o metrô e voltar para Taubaté. Mesmo saindo mais cedo foi difícil chegar ao Terminal Tietê”, afirma.
Se para Malheiros a greve dos motoristas de ônibus representou apenas um pequeno atraso, o taubateano relata que alguns colegas de trabalho sequer conseguiram chegar em casa, tendo que encontrar algum lugar para dormir. “Para quem realmente precisa de ônibus, a situação foi um verdadeiro caos”, relata.
Estudante de moda, a joseense Natália Nascimento foi outra que sofreu com os dois dias de greve. Acostumada a utilizar ônibus para chegar até a escola, Natália precisou optar pelo metrô para não faltar às aulas.
“Mesmo assim tive que faltar à aula na quarta-feira porque tinha uma entrevista de emprego marcada. Em condições normais, daria tempo de fazer a entrevista e voltar para a aula, mas como não tem ônibus, nem à entrevista consegui chegar na hora”, afirma.
Volta ao trabalho
Após acordo com grevistas, a paralização terminou na noite desta quarta-feira. Mesmo prometendo voltar ao trabalho na madrugada desta quinta-feira (22), os manifestantes exigem uma reunião com o prefeito Fernando Haddad (PT), por volta das 10h.
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