Motor movido a álcool foi criado pelo DCTA de São José dos Campos
O DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) de São José dos Campos é conhecido pela vocação à indústria aeronáutica e pela tecnologia. O avião Embraer EMB-110 Bandeirante, a urna eletrônica e os radares meteorológicos, são alguns exemplos de aplicações práticas das pesquisas realizadas, mas talvez o projeto mais conhecido da instituição seja o motor movido a álcool.
















O DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) de São José dos Campos é conhecido pela vocação à indústria aeronáutica e pela tecnologia. O avião Embraer EMB-110 Bandeirante, a urna eletrônica e os radares meteorológicos, são alguns exemplos de aplicações práticas das pesquisas realizadas, mas talvez o projeto mais conhecido da instituição seja o motor movido a álcool.
Em 1975, a Divisão de Motores do DCTA foi chamada para colaborar com o Proálcool (Programa Nacional do Álcool), criado pelo governo Geisel, com o objetivo de amenizar os efeitos da primeira crise do petróleo, ocorrida em 1973.
A escolha do departamento se deu pela referência que o laboratório representava para o país, pelas pesquisas feitas e por ter em seu quadro de funcionários, o professor Urbano Ernesto Stumpf, que desde a década de 50, quando pertencia ao ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), defendia o emprego do álcool em motores de combustão interna.
Os trabalhos foram iniciados em 1975, com a definição do teor ideal de álcool anidro a ser acrescentado à gasolina e para provar ser o álcool era um combustível factível. No mesmo ano, um Dodge 1800 se tornou o primeiro veículo a rodar exclusivamente com o etanol no país.
Em 1976 foi realizado o Circuito de Integração Nacional, quando o mesmo Dodge, seguido de um Volkswagen 1300 e um jipe Gurgel X12 Xavante realizaram um percurso de cerca de oito mil quilômetros pelos estados de São Paulo, Mato Grosso, Rondônia, Amazonas, Pará, Maranhão, Goiás, Minas Gerais e Distrito Federal, retornando para São Paulo com êxito.
Em 1977 foi iniciada a instalação de frotas experimentais, totalizando 731 veículos no programa de conversão de motores, da gasolina para o álcool, sob supervisão técnica da Divisão de Motores do DCTA. Nessa época, o DCTA passou a orientar e supervisionar empresas conversoras de motores e a partir de 1981, fábricas puderam realizar a venda direta de veículos movidos pelo novo combustível para pessoas físicas.
O programa beneficiou ainda outras áreas de aplicação, como a geração de 250 horas de energia com um grupo gerador acionado por motor a etanol de VW 1300, suprindo a falta de energia local da comunidade Vila de Cações, na Bahia.
Com o intuito de reduzir os custos das horas de vôo, em 1981, o DCTA iniciou pesquisas da conversão de motores de aeronaves para uso com álcool e um vôo de demonstração com um T-25 foi realizado em dezembro de 1985.
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