Empresa de energia é acusada por incêndio nos EUA
Mais de 90 mortes foram confirmadas no Havaí

No Havaí, Estados Unidos, foi protocolada uma ação coletiva na Justiça que acusa a Hawaiian Electric, maior distribuidora de energia elétrica do estado, de ser responsável pelos incêndios que resultaram na morte de 93 pessoas na ilha de Maui.
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Segundo a mídia local, três escritórios de advocacia entraram com o processo representando pessoas impactadas pelos incêndios ocorridos em Lahaina, a antiga capital do arquipélago e uma das regiões turísticas de maior destaque no Havaí.
O processo diz que a empresa Hawaiian Electric, que abastece eletricidade a 95% do estado, “indesculpavelmente deixou as suas linhas de energia operacional durante as condições previstas de alto risco de incêndio”.
“A destruição poderia ter sido evitada se os réus tivessem ouvido os avisos do Serviço Nacional de Meteorologia [norte-americano] e desligado a energia das suas linhas elétricas durante o evento de vento forte que era esperado” vários dias antes do início dos incêndios, afirma o processo.
A prática de desligar as linhas de energia por motivos de segurança pública é comum em partes do oeste dos Estados Unidos durante condições de alto risco de incêndio, já que estas linhas foram a causa de vários incêndios, especialmente na Califórnia.
Os incêndios começaram na última terça-feira (08), e a ilha Maui ficou sem energia, telecomunicações e o sistema de alarme do Havai, não foi ativado, assumiram as autoridades.
Anne López, procuradora-geral do Havai, anunciou neste sábado (12) que fará uma “investigação exaustiva” sobre a resposta das autoridades à catástrofe.
A Hawaiian Electric afirmou no domingo (13), num comunicado, que restaurou o abastecimento de eletricidade a 60% dos clientes que estavam sem energia desde terça-feira (8) e que tem cerca de 300 pessoas no terreno para repor a energia aos restantes clientes.
A empresa, que não falou sobre o processo judicial, indicou que houve grandes danos nas partes do sistema elétrico que distribui energia às comunidades e que o sistema “ainda está frágil”, obrigando os trabalhadores a proceder com cuidado.
A Hawaiian Electric assumiu que poderiam haver “apagões intermitentes” e pediu aos moradores de Maui que tentassem poupar eletricidade.
Até nesta segunda-feira (14), 93 pessoas morreram.
As entidades oficiais preveem que, à medida que as buscas prosseguem nas zonas devastadas, mais vítimas vão ser encontradas.
O governador do Havai, Josh Green, estimou as perdas materiais em cerca de seis bilhões de dólares (aproximadamente 29,5 bilhões de reais).
Estes incêndios foram os mais mortíferos nos EUA em mais de 100 anos.
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