May descarta plebiscito e quer votar Brexit no Parlamento em meados de janeiro
A primeira-ministra do Reino Unido, descartou nesta segunda-feira realizar um novo plebiscito sobre a saída do país da União Europeia, o Brexit. Falando no Parlamento britânico, ela revelou que deseja colocar em votação na Câmara dos Comuns o acordo fechado com o bloco na terceira semana de janeiro. A premiê disse que pretende retomar o debate…

A primeira-ministra do Reino Unido, descartou nesta segunda-feira realizar um novo plebiscito sobre a saída do país da União Europeia, o Brexit. Falando no Parlamento britânico, ela revelou que deseja colocar em votação na Câmara dos Comuns o acordo fechado com o bloco na terceira semana de janeiro.
A premiê disse que pretende retomar o debate sobre o Brexit no Parlamento na semana que começa no dia 7 de janeiro, votando o acordo na semana seguinte. May defendeu o acordo já existente, “o único possível”. A premiê se reuniu ao longo da última semana com lideranças do bloco, em busca de garantias, sobretudo sobre o status futuro da fronteira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte. Vários congressistas britânicos mostram-se cautelosos em relação ao chamado “backstop”, um mecanismo que pode evitar uma fronteira física entre as Irlandas, mas que para os legisladores pode acabar virando algo permanente, o que para eles seria um desrespeito à soberania nacional. May argumentou que o “backstop” não deve ser necessário e que este não é o objetivo de seu governo. “O acordo com a UE deixa claro que o ‘backstop’ nas Irlandas só pode ser temporário”, afirmou. Segundo May, o bloco foi “o mais longe possível” para dar garantias ao Parlamento britânico no Brexit, mas poderia ainda haver mais esclarecimentos da UE sobre a questão fronteiriça.
“A UE insiste que o acordo fechado é o único possível”, ressaltou May em sua fala. A premiê tem defendido sua estratégia, mas afirma que o governo estará pronto para uma eventual saída sem acordo da UE, se for o caso. Apesar da insistência da oposição em buscar outras opções, entre elas um segundo plebiscito sobre o Brexit, May disse que isso seria um “dano irreversível” à democracia nacional, já que significaria não respeitar o primeiro resultado.
Líder do oposicionista Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn foi bastante crítico de May, em sua fala na Câmara dos Comuns. Segundo ele, a premiê levou o país à crise e não conseguiu nada nas recentes negociações com a UE. “Um acordo inaceitável está sobre a mesa”, afirmou Corbyn. Os oposicionistas insistem que a votação sobre o acordo atual ocorra antes do Natal, de modo que possam ser avaliadas alternativas, caso o documento seja rejeitado. May descartou essa ideia e quer votar o tema em janeiro.
A data prevista para a saída do Reino Unido da UE é 29 de março de 2019. May afirmou durante suas declarações que o acordo fechado com o bloco “não é perfeito”, mas é o único disponível e evita uma saída sem qualquer pacto, alternativa que seria a mais danosa para a economia nacional, conforme as projeções das próprias autoridades do país.
Posts Relacionados

Casa Branca publica que os EUA “nunca serão um país comunista” durante eleições americanas

Crise do Ueno Bank leva protestos a Assunção e abala governo de Santiago Peña no Paraguai

Primeiro papa a votar nos EUA: Leão XIV envia cédula pelo correio para a eleição desta terça
