Meta fecha acordo de até R$ 86 bilhões por acusações de vício em redes sociais; veja o que muda
Dona do Instagram e Facebook terá de adotar novas medidas de proteção para adolescentes nos Estados Unidos; acordo encerra processo movido por estados americanos

A Meta, empresa responsável por Facebook e Instagram, fechou nesta quarta-feira (26) um acordo que pode chegar a US$ 16,68 bilhões, cerca de R$ 86 bilhões, para encerrar processos nos Estados Unidos que acusavam a companhia de desenvolver plataformas com características capazes de estimular o uso compulsivo por crianças e adolescentes.
Receba as notícias do dia – clique AQUI para seguir o canal MEON no WhatsApp!
Além do pagamento, a empresa terá de implementar uma série de mudanças nas plataformas voltadas à proteção de usuários menores de idade. O acordo foi firmado durante um julgamento federal na Califórnia e ainda depende de aprovação judicial.
As ações judiciais foram apresentadas por estados americanos que acusavam a Meta de ter criado recursos que incentivariam o uso excessivo de suas redes, além de alegações relacionadas à segurança infantil e à coleta inadequada de dados de menores.
A empresa nega ter cometido irregularidades.
O que muda para adolescentes
Entre as medidas previstas no acordo estão limites de tempo de uso, restrições durante o período escolar e bloqueios durante a madrugada.
A Meta também deverá ampliar mecanismos de verificação de idade e controle parental, além de implementar mudanças nos sistemas de recomendação de conteúdo e outras ferramentas destinadas a reduzir a exposição de adolescentes a recursos considerados potencialmente prejudiciais.
Uma das medidas previstas estabelece um limite diário de utilização para adolescentes, além de restrições automáticas durante a noite. Notificações também poderão ser interrompidas durante o horário escolar.
A empresa ainda deverá adotar medidas relacionadas à reprodução automática de vídeos, personalização algorítmica e conteúdos direcionados a diferentes faixas etárias.
Processo envolveu dezenas de estados
O processo foi movido inicialmente por 29 estados americanos e posteriormente passou a envolver uma coalizão maior de autoridades. As acusações faziam parte de uma onda de processos contra grandes empresas de tecnologia relacionados aos possíveis efeitos das redes sociais sobre a saúde e o comportamento de crianças e adolescentes.
Os procuradores também questionavam a forma como a Meta lidava com dados de crianças e alegavam que a companhia teria minimizado os riscos associados ao uso de suas plataformas.
O acordo representa um dos maiores compromissos financeiros já assumidos por uma empresa de tecnologia em um caso relacionado à proteção de crianças e adolescentes. Autoridades americanas classificaram a negociação como um marco na responsabilização das plataformas digitais.
Acordo não encerra todos os problemas da Meta
Apesar do valor bilionário, o acordo não significa o fim das disputas judiciais envolvendo a Meta. A companhia ainda enfrenta milhares de processos relacionados aos efeitos das redes sociais sobre jovens nos Estados Unidos.
A discussão também ultrapassa as fronteiras americanas. Governos e órgãos reguladores de diferentes países vêm aumentando a pressão sobre empresas de tecnologia para que adotem mecanismos de proteção de crianças e adolescentes e sejam mais transparentes sobre o funcionamento de seus algoritmos.
O caso envolvendo a Meta pode, portanto, influenciar futuras decisões sobre limites para plataformas digitais, proteção de menores e responsabilidade das empresas de tecnologia.
Posts Relacionados

Padre morre após ser atingido por cruz durante missa transmitida ao vivo no Equador

Papa Leão XIV recebe alta hospitalar após cirurgia para tratar câncer de pulmão

Tesla Roadster promete acelerar a 100 km/h em menos de 1 segundo e até flutuar
