Presidente anuncia dissolução do congresso e “governo de exceção” no Peru

Castillo sofre processo de impeachment e afirmou que irá convocar novas eleições; Suprema Corte chama medida de golpe de estado

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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O presidente do Peru, Pedro Castillo, anunciou nesta quarta-feira (7) a instituição de um “governo de exceção” no país, com dissolução do congresso, toque de recolher e convocação de novas eleições.

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A medida foi anunciada em pronunciamento nacional, horas antes do processo de impeachment que ele sofre ser julgado (clique aqui para assistir o vídeo completo). A Corte Constitucional (Suprema Corte) classificou o ato como golpe de estado e pediu que Dina Boluarte assuma a presidência. Ela estava como vice, mas rompeu com Castillo.

Desde que assumiu o governo, há um ano e meio, Castillo está respondendo pelo seu terceiro pedido de impeachment, sob alegação de “incapacidade moral” para exercer o cargo. A pressão sobre ele aumentou ainda mais após o Congresso começou a avaliar uma denúncia do Ministério Público por suspeita de corrupção, com a Promotoria pedindo o afastamento temporário do presidente em sua função.

Após o anúncio, os ministros da Economia e das Relações Exteriores renunciaram aos seus postos, alegando que a medida violava a constituição peruana. Enquanto opositores ao governo alegam “golpe de estado”, apoiadores afirmam que Castillo ativou a medida que consta na Constituição.

Ficou determinado que, além da dissolução “temporária” do Congresso, será instaurado um governo de “emergência excepcional”, a elaboração de uma nova Constituição em até nove meses, a “reorganização” do sistema judicial do país, a convocação de novas eleições para o Congresso, a devolução de armas ilegais ao Estado, e a imposição de um toque de recolher das 22h às 4h no horário local – com objetivo de impedir protestos que vinham sendo programados pela oposição.

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