Presidente da Ucrânia não assistirá à final da Copa

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, não estará presente à final da Copa do Mundo no Brasil, informou neste domingo o governo ucraniano através de um comunicado, negando a informação que havia sido passada por autoridades brasileiras. No sábado, um oficial brasileiro disse que Poroshenko e o presidente russo Vladimir Putin estariam em…

Escrito por: Conteúdo Estadão2 min de leitura
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O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, não estará presente
à final da Copa do Mundo no Brasil, informou neste domingo o governo ucraniano através de um comunicado, negando a informação que havia sido passada por autoridades brasileiras.

No sábado, um oficial brasileiro disse que Poroshenko e o presidente russo
Vladimir Putin estariam em uma área vip no estádio do Maracanã, no Rio de
Janeiro, para assistir ao jogo entre Argentina e Alemanha. A situação poderia ajudar nas negociações de paz entre as forças pró Rússia e pró ocidentais na Ucrânia.

O site oficial da presidência da Ucrânia disse, contudo, que Poroshenko foi convidado oficialmente pela presidente do Brasil, Dilma Rousseff, mas que ele decidiu não participar. “Considerando a situação em que a Ucrânia se encontra atualmente, o chefe de Estado acredita não ser possível assistir à final da Copa do Mundo”, diz o comunicado.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil não respondeu aos pedidos para comentar a decisão ucraniana neste domingo.

No sábado, o funcionário do governo brasileiro disse, em condição de anonimato, que Poroshenko tinha sido persuadido a vir ao Rio para acompanhar o jogo pela chanceler alemã, Angela Merkel. Merkel, e o presidente francês, François Hollande, são os principais líderes que tentam mediar a paz na Ucrânia.

A crise entre a Rússia e a Ucrânia vem desde fevereiro, após protestos de
pessoas que queriam laços mais estreitos com a União Europeia derrubarem o presidente pró Rússia Viktor Yanukovych. A Rússia classificou a ação como um golpe ilegal e assumiu o controle da península da Crimeia, alegando que estava protegendo os direitos das pessoas de etnia russa que vivem na península.

Desde então, os combates entre rebeldes pró Rússia e tropas do governo ucraniano
já mataram mais de 400 pessoas no leste da Ucrânia, enquanto dezenas de milhares
fugiram de suas casas, em muitos casos, atravessando a fronteira para a Rússia.

Putin, cujo país sediará a Copa do Mundo de 2018, assistirá à final da Copa no Maracanã, neste domingo. Antes do jogo, a presidente Dilma Rousseff vai recebê-lo e a vários líderes internacionais em um almoço. Fonte: Associated Press.

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