Rússia ameaça cortar gás se Ucrânia não pagar dívida
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, advertiu que o fornecimento de gás russo para a Ucrânia pode ser cortado a menos que Kiev pague suas dívidas, uma iniciativa que, segundo ele, pode colocar em risco as entregas de gás para a Europa. Em carta aos líderes europeus, Putin afirmou que a Ucrânia precisa imediatamente lidar com suas dívidas…

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, advertiu que o fornecimento de gás russo para a Ucrânia pode ser cortado a menos que Kiev pague suas dívidas, uma iniciativa que, segundo ele, pode colocar em risco as entregas de gás para a Europa. Em carta aos líderes europeus, Putin afirmou que a Ucrânia precisa imediatamente lidar com suas dívidas crescentes com a estatal de gás russa Gazprom ou arrisca a interrupção do fornecimento “total ou parcial”.
O presidente afirmou que a Gazprom tinha direito, nos termos do contrato assinado com a Ucrânia, a forçar o país vizinho a pagar antecipadamente pelo abastecimento de gás, embora a carta não tenha dito se ou quando a companhia recorreria a esse movimento. “Em caso de mais violações das condições de pagamento, Gazprom irá cessar total ou parcialmente as entregas de gás”, disse Putin. Esta é a primeira vez que o Kremlin faz uma ameaça tão explícita de cortar o fornecimento de gás. A carta marca um aumento nas tensões entre Moscou e Kiev.
Putin disse que negociações devem ser realizadas “sem demora” para estabilizar a economia da Ucrânia e garantir a entrega de gás natural. “Sem dúvida, essa é uma medida extrema. Estamos plenamente cientes que isso aumenta o risco de desviar o gás natural que passa pelo território da Ucrânia a caminho dos consumidores europeus”, conforme o documento.
O presidente assinalou ainda que esse movimento também “torna mais difícil para a Ucrânia acumular reservas de gás suficientes para utilização no período de outono e inverno”. A Ucrânia é a principal rota de trânsito para o gás russo fornecido à União Europeia. Cerca de 30% do gás consumido pelos europeus é suprido por Moscou. A carta foi enviada pelo Kremlin aos 18 países europeus que recebem gás russo, incluindo Alemanha, França, Polônia e Hungria. Fonte: Dow Jones Newswires.
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