Museus apostam em interação para atrair visitantes da região
Segundo o Conselho Internacional de Museus, um museu serve para “adquirir, conservar, investigar, difundir e expor os testemunhos materiais do homem e de seu entorno para educação e deleite da sociedade”. Em resumo, museu não precisa ser um depósito de coisas velhas, estaque. Tem potencial para “investigar e difundir” diversos assuntos.


Museu Felícia Leiner: espaço expões obras a céu aberto, destacando a paisagem
Divulgação
Segundo o Conselho Internacional de Museus, um museu serve para “adquirir, conservar, investigar, difundir e expor os testemunhos materiais do homem e de seu entorno para educação e deleite da sociedade”. Em resumo, museu não precisa ser um depósito de coisas velhas, estanque. Tem potencial para “investigar e difundir” diversos assuntos.
Abaixo, os leitores do Meon podem conhecer mais sobre dois museus da RMVale que promovem novas experiências aos seus visitantes além da simples exposição de conteúdo. São o Museu Mazzaropi, em Taubaté, e o Museu Felícia Leirner, de Campos do Jordão.
Museu Mazzaropi
O espaço conta a história de vida e carreira de Amácio Mazzaropi, um dos maiores cineastas brasileiros. O próprio museu fica anexo ao Hotel Mazzaropi, local onde, antigamente, muitos filmes foram realizados pela PAM Filmes (Produções Amácio Mazzaropi). Hoje o museu é mantido pelo hotel, sem incentivo público.
Além de banners explicativos da vida do cineasta, o visitante pode aprender sobre fundamentos básicos do cinema brincando com um praxinoscópio (aparelho que projeta em uma tela imagens desenhadas sobre fitas transparentes) com uma roda que gira filme por filme em sequência diante dos olhos, imitando o funcionamento de um projetor de filmes antigo.
Há também uma sala que exibe trechos de filmes e entrevistas de Mazzaropi. “Esses recursos acabam despertando muito mais o interesse do que ir ao museu para só ouvir histórias”, afirma Pamela Botelho, responsável pela comunicação do museu. “As crianças tocam os objetos e isso faz um diferencial muito grande na experiência”.
O museu abre de terça-feira a domingo, das 8h30 às 12h30. O ingresso custa R$ 10.
Museu Felícia Leirner
Mantido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, o museu tem a característica de ser a céu aberto, realça as esculturas da artista Felícia Leirner com a vegetação das araucárias da Mata Atlântica, em Campos do Jordão.
Polonesa radicada no Brasil, Felícia criou obras que foram expostas no Masp (Museu de Arte de São Paulo) e no Centro Georges Pompidou (Museu de Arte Moderna de Paris), na França – conferindo a ela um lugar entre as maiores escultoras brasileiras. Em 35 mil metros quadrados de extensão, 84 obras da artista estão dispostas no jardim (que é o museu) de acordo com quatro fases artísticas da obra de Felícia.
Antes de chegar ao espaço, no Alto da Boa Vista, pela internet você pode fazer uma visita virtual ao museu.
O fato do museu dividir espaço com o Auditório Cláudio Santoro – palco de apresentações de música erudita na cidade – traz para o Felícia Leirner uma mescla de experiências. “Nós promovemos oficinas de modelagem e de escultura 3D, além de performances com temas diferentes, das artes plásticas, do teatro e da música”, conta Marina Falsetti, gerente geral museu e do auditório.
Marina diz que é comum grupos que se apresentam no auditório também tocarem no jardim para os visitantes, interagindo com as obras e a paisagem – como aconteceu na série “Chorinho no Museu”.
O museu Felícia Leirner funciona de terça-feira a domingo, das 9h às 18h. Os ingressos custam R$ 1 por pessoa (a pé) e R$ 5 por carro. Aos sábados, a entrada é grátis.
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