“Ainda não sabemos o que vai acontecer após o lay-off”, diz diretor da GM em São José

O diretor do complexo industrial da General Motors de São José dos Campos, Alaor Araújo, afirmou nesta segunda-feira (20) que ainda não sabe o que vai acontecer na unidade joseense após o período de lay-off, termo que designa os contratos de trabalho temporariamente suspensos. “Não temos acordo sobre demissão e também não sabemos o que vai acontecer”, disse.

Escrito por: Rodrigo Ribeiro2 min de leitura
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Alaor Araújo (em pé): GM não sabe o que vai acontecer após lay-off

Rodrigo Ribeiro/Meon

O diretor do complexo industrial da General Motors de São José dos Campos, Alaor Araújo, afirmou nesta segunda-feira (20) que ainda não sabe o que vai acontecer na unidade joseense após o período de lay-off, termo que designa os contratos de trabalho temporariamente suspensos. “Não temos acordo sobre demissão e também ainda não sabemos o que vai acontecer”, disse.

O diretor esteve na sede do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) em São José para falar sobre o que a empresa tem feito para amenizar a crise do setor automobilístico.

“Neste ano, abrimos seis PDVs (Pedido de Demissão Voluntária) e duas férias coletivas. A última opção que tivemos para tentar amenizar a crise foi a suspensão temporária dos contratos”, explicou Alaor. “Além disso, estamos tentando ser criativos buscando outros meios para diminuir gastos”, completou.

Segundo o diretor, a expectativa de melhoria nas vendas do setor automobilístico continua sendo aguardada somente para 2016. “Este ano vai ser muito difícil, talvez um dos mais difíceis da companhia, e o ano que vem também. Estamos incentivando as vendas, mas a receita está difícil”, comentou.

No encontro no Ciesp o diretor também reafirmou que a unidade de São José não vai ser contemplada com parte dos R$ 6,5 bilhões de investimentos anunciado pela companhia para o Brasil nos próximos cincos anos.

Com relação ao projeto para a produção de um carro global -feito em São José e vendido para o mundo inteiro- que estima um investimento de R$ 2,5 bilhões na planta da GM em São José, o diretor afirmou que o acordo foi assinado, mas o produto ainda não existe.

Sem greve
Segundo Alaor Araújo,os trabalhadores recusaram uma greve proposta pelo sindicato. “O sindicato levou para uma assembleia com os trabalhadores uma propostas de greve e 95% dos empregados não aprovaram. Talvez pela primeira vez na história da unidade da GM em São José eles não aprovaram a greve. Isso foi bacana, mostra que os trabalhadores não querem mais ser vistos de forma negativa”, disse o diretor.

Por meio de sua assessoria, o sindicato confirmou que no dia 3 de outubro, após a última rodada de negociação com a empresa, os trabalhadores recusaram, em assembleia, uma proposta de greve apresentada pelos representantes da categoria.

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