No corcovado, padre mescla fé e futebol com fiéis
Visita inevitável. Se você vai ao Rio de Janeiro, certamente fará uma visita ao Corcovado. A vista é impressionante. A foto, inevitável. É lá que, na capela, aos pés do imponente Cristo Redentor, estará o padre Omar Pouso. É lá que ele trabalha, abençoando os fiéis.


Fanático por futebol, Padre Omar Pouso abençoa fieis no Corcovado
Divulgação
Visita inevitável. Se você vai ao Rio de Janeiro, certamente fará uma visita ao Corcovado. A vista é impressionante. A foto, inevitável. É lá que, na capela, aos pés do imponente Cristo Redentor, estará o padre Omar Pouso. É lá que ele trabalha, abençoando os fiéis.
“Trabalho no Cristo Redentor, o camarote VIP desta maravilhosa cidade do Rio, o lugar mais bonito do mundo.” É assim que essa figura popular se apresenta à Fifa, que lhe fez uma visita para conhecê-lo um pouco melhor.
A presença de turistas é grande em qualquer época do ano, mas a Copa do Mundo da Fifa 2014 multiplicou o número. “É um ponto de encontro multicultural onde nos encontramos com milhares de pessoas, e nós brasileiros as recebemos como o Cristo, de braços abertos”, explica o religioso.
Os peregrinos que chegam durante estas semanas vestem todas as cores, e apesar do calor forte colocam mantas, usam perucas e vários disfarces. Mas todos chegam com a mesma missão — sem falar em compartilhar fotos pelas redes sociais, é claro. “É muito interessante observar a fé das pessoas. Todo mundo vem rezar junto ao Cristo. Chegam e pedem bênçãos para as suas equipes. Todas as equipes estão abençoadas.”
Homem de fé. Dedicado a Deus. Mas, por trás da roupa branca, o coração bate por três cores. “É fácil notar que a paixão da minha vida é Deus, a fé e a religião. Mas também há outra paixão no meu coração que me motiva muito: o futebol. A paixão pelo futebol brasileiro e pelo Fluminense.”
Quando termina o turno de missas na sua capela, o padre Omar veste a camisa tricolor do Flu e se exercita. Lateral direito. Na defesa. “Estou um pouco gordinho, ou melhor, forte (risos). Isso me ajuda a defender, não sou fácil de ser batido. Além disso, pego forte e posso tomar o controle do jogo.”
O trabalho lhe permite, além disso, algumas vantagens no campo, “Todo mundo sabe que sou padre, então evitam dizer palavrões e não gritam comigo. Se eu cometo um erro, me perdoam.”
Ele tem fé na Seleção nesta Copa. Vê o Brasil como uma equipe equilibrada e pronta para a batalha. Além disso, confia no conhecimento futebolístico de Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira. E caso o Brasil seja eliminado, já tem a sua segunda opção definida. “Torcerei pela Argentina. É a seleção do Papa!”
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