Nomofóbico? O que é isto?
Quantas vezes você já se pegou checando para ver se havia alguma nova atualização nas redes sociais, ligações perdidas ou mensagens não respondidas? Se respondeu várias, cuidado você pode ter adquirido a doença do momento: Nomofobia.


Os nomofóbicos não conseguem se desconectar
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Quantas vezes você já se pegou checando para ver se havia alguma nova atualização nas redes sociais, ligações perdidas ou mensagens não respondidas? Se respondeu várias, cuidado você pode ter adquirido a doença do momento: nomofobia.
Nomofobia é uma síndrome em que a pessoa fica dependente do telefone ou da internet. A palavra é uma abreviação de “no mobile phobia” que, literalmente, significa o medo de ficar sem celular. Ela diz respeito também a ausência de qualquer tecnologia que mantenha os indivíduos conectados, como computadores e notebooks. Qualquer pessoa está sujeita a esse tipo de fobia.
Pessoas nomofóbicas abandonam tudo o que estão fazendo para atender o celular e nunca deixam o aparelho sem bateria, nem o esquecem em casa. Caso isso ocorra, voltam de onde estiverem para pegá-lo. Os sintomas são tremor, suor excessivo, falta de ar, vertigem, náuseas, taquicardia, dor de cabeça e, em casos mais extremos, depressão e até mesmo síndrome do pânico.
Será que ela é?
Para a estudante Isabella Cristina Eloy Rodrigues de 15 anos, ficar sem o celular é algo impossível. “Não dá para ficar sem o celular, eu preciso me manter conectada, e, além disso, a todo instante estou falando com alguém, é meio que essencial pra mim”, afirma a jovem.
Já a irmã gêmea Ingrid Beatriz Eloy Rodrigues, discorda do comportamento de Isabella. “Ela é exagerada, chega a ser falta de educação, pois as pessoas falam com ela que está no celular, isso é chato porque parece que a vida dela é mais interessante lá do que com a gente” esclarece Ingrid.
Para o psicanalista especializado em ciência do comportamento Leandro Mascarenhas, essa dependência não parte de agora, mas sim de uma dependência vinda desde os primórdios que antecedem a tecnologia, pois é do homem criar algo e se tornar dependente daquilo.
A ciência avançou incrivelmente, mas segundo o psicanalista há uma defasagem humana muito grande nessa questão. “Hoje vivemos um momento perigoso porque nós não nos formamos para receber toda essa tecnologia. Não temos uma psicoeducação para saber lidar com essa situação, por isso ocorrem esses desequilíbrios psicológicos que nos fazem aderir a diversos vícios”, afirma Leandro.
Segundo o psicanalista, as pessoas que adquirem um vício por diversas vezes tem uma necessidade de algo que as motive, que as façam ser importantes. O autoreconhecimento é o que leva na maioria desses indivíduos a se enclausurarem no mundo virtual.
Para Leandro o maior problema de não saber se controlar nesse meio tecnológico é começar a levar aquilo que se vive no mundo virtual para a vida real. Isso acaba interferindo na vida social, espiritual e mental do individuo, por isso se manter longe dessa guerra tecnológica é o mais seguro.
No caso de adolescentes, os pais também têm um papel fundamental nesse desenvolver cultural dos filhos, pois impor os limites de tal uso é o que pode afastá-los tanto do vicio, quanto dos perigos envolvidos nesse meio tecnológico.
É inegável que o celular também é uma forma de nos auxiliar em várias situações nesses tempos modernos, onde somos cobrados de tantas coisas, mas saber se controlar é crucial.
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