Nos bastidores da Casa Cor com Cristina Ferraz
Cristina Ferraz é diretora de relacionamento da Casa Cor há 15 anos Divulgação Cultivar uma boa qualidade de relacionamento entre seus membros é requisito fundamental para o funcionamento de qualquer equipe de trabalho. Em se tratando da Casa Cor a exigência é redobrada. Afinal, erguer um condomínio quase completo em menos de três meses não […]


Cristina Ferraz é diretora de relacionamento da Casa Cor há 15 anos
Divulgação
Cultivar uma boa qualidade de relacionamento entre seus membros é requisito fundamental para o funcionamento de qualquer equipe de trabalho. Em se tratando da Casa Cor a exigência é redobrada. Afinal, erguer um condomínio quase completo em menos de três meses não é tarefa das mais fáceis. Mas, ao que parece, compensa. “Me agrada fazer parte da mostra que é referência para o Brasil”, pontua a paulistana Cristina Ferraz, há 15 anos, sua diretora de relacionamento.
Saudada por onde passa, nos bastidores da mostra, de operários a arquitetos, ninguém fica indiferente às suas observações. “Gostei da edição deste ano. As plantas estão menos recortadas, as áreas externas, mais amplas. Acho que atingimos um bom equilíbrio”, afirmou ao Casa.
Como e quando a Casa Cor começa a acontecer?
A rigor, ao final de cada ano. Em novembro, ocorre o lançamento oficial para os atuais e antigos participantes. É quando o comitê curador começa a analisar as propostas dos interessados em integrar o elenco – apresentamos, em média, 10 novos nomes a cada edição. Em março ocorre nossa primeira reunião e damos início ao trabalho de canteiro.
Como se dá a distribuição dos ambientes?
A experiência acumulada em todos esses anos nos recomenda a direcionar ambientes-chave para profissionais com mais anos de casa, digamos assim. Em certos espaços optamos por jogar no certo. O impacto no visitante e na mídia acaba sendo maior e isso contribui para aumentar a qualidade do evento como um todo.
Mas isso não gera conflitos entre os participantes? Onde eles mais ocorrem?
Olha, hoje isso é visto até com uma certa naturalidade. Os iniciantes preferem trabalhar espaços menores. A maioria dos conflitos, quando ocorrem, se deve à circulação. Daí nossa preocupação em concluir os pisos de cada ambiente no prazo, de forma a não prejudicar o acesso a seus espaços anexos. Outro cuidado, em especial no caso de ambientes que se abrem para jardins, é seguir as indicações dos profissionais. A maioria deles prefere sugerir o nome de um paisagista para se encarregar da tarefa.
O que destacaria na mostra deste ano?
A continuidade que se estabeleceu entre os ambientes do segundo pavimento do edifício sede é digna de nota. Parece um apartamento completo, apesar de assinado por diferentes profissionais. Estabelecer essa sensação de harmonia, em meio a tantos contrastes, é uma das minhas metas. Acho que, por isso, gostei tanto.
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