Novas mídias, novos desafios

A sociedade brasileira tem vivenciado um momento democrático bastante propício à reflexão de seus próprios valores, coisa antes nunca vista na história recente de sua existência. Há movimentos democráticos ocorrendo em muitos lugares e, mais interessante, em tempo simultâneo, chamados e motivados por necessidades que ultrapassam as fronteiras regionais e agregam diferentes faixas etárias, sociais […]

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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A sociedade brasileira tem vivenciado um momento democrático bastante propício à reflexão de seus próprios valores, coisa antes nunca vista na história recente de sua existência.

Há movimentos democráticos ocorrendo em muitos lugares e, mais interessante, em tempo simultâneo, chamados e motivados por necessidades que ultrapassam as fronteiras regionais e agregam diferentes faixas etárias, sociais e ideológicas.

É um momento novo, uma nova experiência que tem tomado a alma do brasileiro e o impulsionado a buscar direitos, benefícios e até mesmo privilégios diante dessa máquina gigantesca que é o Estado brasileiro, nem sempre honesto ou atento às demandas de tais grupos sociais.

Tal fenômeno é recente, mas interessante, até porque o Estado brasileiro está em mudança e a sociedade caminha a passos largos para uma maior interação com a comunidade internacional, recebendo, analisando e interpretando os movimentos que ocorrem no exterior e rapidamente os reproduzindo em solo nacional. Tal identificação é justificável porque o ideal democrático é valor universal e como tal deve disponibilizar a todos os que sentem prejudicados pela administração desta instituição administrativa o direito inalienável de colocarem-se em caminhada, recorrendo a todas as artimanhas que o direito pode oferecer, tanto na esfera local quanto transnacional.

E é sobre essa temática e suas implicações que desejo ocupar o espaço a mim oferecido por esse importante veículo de comunicação, a fim de propor reflexões que possam auxiliar o leitor a subsidiar e qualificar suas respostas, até porque o debate, para se tornar produtivo, precisa ser bem fundamentado.

Discutir a vida política, econômica, social e cultural da sociedade exige seriedade, até porque somos uma nação em construção e todas as vezes em que tal espaço é tomado por pessoas tendenciosas, limitadas ou até mesmo maldosas, tal projeto se distancia daquilo que deveria sua real contribuição para o consolidação da democracia.

Percebe-se que acesso disponibilizado pelas mídias sociais não tem facilitado o diálogo. Ao contrário, tem facilitado o surgimento de um tipo de indivíduo desconectado da realidade histórica, que tem usado suas ferramentas de navegação para espalhar o ódio, a contravenção, a desqualificação de tratados internacionais e até mesmo seu ranço de intolerância em relação aos diferentes.
A democracia torna-se vocábulo em desuso. As convenções motivo de cinismo. A dignidade humana tratada como farsa.

Então é preciso mudar. Urge criar espaços para os debates saudáveis e propositivos para que essa comunidade em movimento possa encarar um mundo novo, desafiador, mas maravilhoso, porque o momento é propício à expansão da subjetividade e o acolhimento de novas ideias e valores tem-nos feito evoluir.

E a minha contribuição a esse debate é a impertinência, irreverência de desafiar o leitor a buscar fundamentação para suas boas idéias e colocar-me também em situação de ouvinte, atento àquilo que os leitores têm a expressar.

A impertinência é saudável. Ajuda o ser que pensa a analisar os protocolos de sua existência e a desconfiar daquilo que a formalidade determina. Sem a irreverência a nossa consciência social atrofia e o futuro se apresenta como medo, implicando na nossa limitação e castração diante dos desafios a serem enfrentados.

Então, na próxima escrita, quero tratar já de um tema que é o mais espinhoso do momento: a interpretação e aplicação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, para que as pessoas entendam que se chegamos ao século XXI exigindo dignidade, liberdade de expressão e respeito, tal fato se dá unicamente a esse tratado, mormente vilipendiado e escrachado por políticos renomados e internautas desavisados.

Até a próxima.

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