Novidades estruturais chegam a conta-gotas no país

Presidente da Volks do Brasil, Thomas Schmall com o UP! Robson Fernandes/Estadão Conteúdo O recém-lançado Volkswagen Up tem a missão de substituir o Gol G4 e ser o modelo mais barato da marca no Brasil ao mesmo tempo em que capricha na segurança – conquistou nota máxima nos testes de colisão do instituto Latin NCAP. […]

Escrito por: Ícaro Bedani3 min de leitura
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Presidente da Volks do Brasil, Thomas Schmall com o UP!

Robson Fernandes/Estadão Conteúdo

O recém-lançado Volkswagen Up tem a missão de substituir o Gol G4 e ser o modelo mais barato da marca no Brasil ao mesmo tempo em que capricha na segurança – conquistou nota máxima nos testes de colisão do instituto Latin NCAP.

Entre os méritos para esse desempenho está o chassi, que recebeu 7,8% de aço forjado a quente. Essa liga é formada a 900°C e aplicada nas partes responsáveis pela proteção da célula de sobrevivência – algo inédito no segmento, segundo a fabricante.

O material deixou o Up 14 quilos mais leve do que se o modelo fosse construído com aço comum. Assim, o objetivo do uso desses produtos é gerar eficiência energética, segurança e sustentabilidade, de acordo com informações do gerente de marketing de Extrudados da Alcoa, Anderson Oba. “A cada 10% de redução de peso, há diminuição de 10% no consumo de combustível”, afirma.

O alumínio, um dos materiais mais cotados para substituir o aço dos carros nos próximos anos, é o protagonista dessa nova fase industrial. “Atualmente, utilizamos ligas de alumínio nos blocos do motor, em rodas, coxins e até em partes do sistema ABS”, afirma Oba.

A Ford também conseguiu bons resultados na nova geração da F-150, mostrada no Salão de Detroit (EUA), em janeiro. A engenharia da marca aumentou o uso de aço de alta resistência de 23% para 73%. E, com o uso de alumínio, a picape ficou 261 quilos mais leve.

“Essa é a F-150 mais forte que já construímos”, afirma o engenheiro da Ford Motor Company, John Caris.

Futuro

Diretor de novos materiais da SAE Brasil, Marco Colosio diz que a tecnologia nacional de componentes estruturais não atende às normas de construção de chassis, longarinas e suspensão. “A maioria dos veículos tem mais partes de aço comum do que material de alta resistência, ou alumínio.”

Contudo, Colosio projeta crescimento para o setor. “Num prazo entre dois e cinco anos, poderemos contar aqui com a maioria das novidades utilizadas fora do País. São aços com estruturas modernas e o dobro de resistência.” Ele também aponta o Inovar-Auto como impulso para as mudanças. “Estamos vivendo uma explosão de novos materiais.”

Oba concorda e cita a necessidade de implantar novas tecnologias no Brasil. “Teremos de entregar novidades para a indústria até 2017, quando os veículos terão de emitir até 130 g de gás carbônico por km.”

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