Nublu Festival começa a mostrar a nova cara do jazz no Sesc São José

O quarteto de Chris Dave (foto) foi o primeiro a subir no palco Fernanda Segolin/Divulgação Se a expectativa era grande desde o anúncio do Nublu Jazz Festival, que acontece no Sesc São José dos Campos de quinta (26) a sábado (28), o primeiro dia do festival que traz as novas caras do jazz mundial começou […]

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
fundo_placeholder-023136
20150327_nublu

O quarteto de Chris Dave (foto) foi o primeiro a subir no palco

Fernanda Segolin/Divulgação

Se a expectativa era grande desde o anúncio do Nublu Jazz Festival, que acontece no Sesc São José dos Campos de quinta (26) a sábado (28), o primeiro dia do festival que traz as novas caras do jazz mundial começou correspondendo ao anseio do público.

De primeira, o clima noir, escuro e esfumaçado já trouxe ao ginásio uma áurea de clube jazzístico. Mesinhas de madeira espalhadas pela pista davam cabo de um ambiente peculiar do festival.

Pontualmente às 21h, o baterista Chris Dave subiu ao palco acompanhado de banda afiada. Guitarra, baixo e trompete acompanhavam as invencionices do baterista. Uma mistura cool e virtuosa que se apropria de elementos eletrônicos aqui e ali como elemento marcante e bem dosado no molho modernóide do quarteto.

Jazz sem compromissos com rótulos. O grupo transitava do bebop alucinado ao cool mais introspectivo sem a menor cerimônia. Sem cerimônia também, Dave castigava a bateria com força em alguns dos solos para, depois, silenciar a banda e ditar qualquer outro ritmo.

Representantes de primeiríssima de um estilo que nunca foi muito de olhar para o retrovisor e avança, ou retrocede na velocidade que bem entender. O grupo ainda foi pro meio do público para curtir o resto da noite, sem negar as fotos com a galera.

Depois do quarteto, foi a vez de Tricky apresentar um som carregado e penumbroso. Dobradinha esperta com a cantora K Bleax, que ocupava o front, enquanto Tricky mantinha-se quase como uma voz oculta num canto mal iluminado do palco.

Showzaço para fã nenhum de jazz arredar pé do Sesc. Atmosfera pesada de ecos, ruídos e guitarra sobre a base eletrônica de um baixo encorpado.

E foi só o começo. Mais dois dias de apresentações imperdíveis vem por aí. Oportunidade para o público de São José conhecer os novos nomes internacionais que ajudam a manter o jazz vigoroso e inventivo.

Publicado em: