“O governo do Brasil acabou de fato”, afirma Eduardo Cury em protesto
Em entrevista, parlamentar afirma que governo precisa ser substituído Meon/ Vinicius Clemente O Deputado Federal e ex-prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), esteve presente na manifestação pelo impeachment da Presidente Dilma Rousseff que aconteceu neste domingo (13) na região central da cidade. Em entrevista para o Meon, o deputado afirmou que participava […]


Em entrevista, parlamentar afirma que governo precisa ser substituído
Meon/ Vinicius Clemente
O Deputado Federal e ex-prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), esteve presente na manifestação pelo impeachment da Presidente Dilma Rousseff que aconteceu neste domingo (13) na região central da cidade.
Em entrevista para o Meon, o deputado afirmou que participava das manifestações como cidadão e reiterou a importância dos protestos. “Precisamos que o presidente seja substituído para que o país volte a caminhar. Essa movimentação das ruas e do povo brasileiro que vai fazer com que isso aconteça”, disse.
Ainda segundo o parlamentar, existe a necessidade de outros estados também pressionarem seus deputados para que a votação pelo impeachment seja vitoriosa. “O governo já acabou de fato. Não existe mais governo no Brasil. Vamos precisar de 342 votos, hoje temos cerca de 300 votos. Alguns deputados estão indecisos e precisam ser cobrados.”, afirmou.
Questionado sobre as eleições para a prefeitura de São José dos Campos, Eduardo Cury negou que deixaria seu cargo de deputado federal para se candidatar no município. A apresentação de um outro candidato pela chapa do PSDB está prevista para início de janeiro de 2016.
Sobre a manifestação
Neste domingo (13), diversas cidades se mobilizaram em protesto pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em São José, cerca de 500 pessoas se reuniram na Praça Afonso Pena para fazer reivindicações, segundo a Polícia Militar.

Segundo PM, aproximadamente 500 pessoas se reuniram no centro
Meon/ Vinicius Clemente
A manifestação foi organizada por movimentos como o MUV (Movimento Unificado Vale) e MBL (Movimento Brasil Livre), e teve início na Praça Afonso Pena, no centro da cidade.
Escoltados por duas viaturas da Polícia Militar, os manifestantes saíram da praça por volta das 15h30, deram uma volta pelo banhado e retornaram até o local de origem, onde as pessoas puderam discursar com o microfone e fazer suas reivindicações. Algumas faixas das avenidas no entorno foram interditadas para os pedestres passarem, mas sem afetar o trânsito dos carros.
Segundo Mauro Santos, empresário joseense e representante do MUV, o encontro foi chamado de “esquenta” para o impeachment pois a ideia com a é fazer mais mobilizações e trazer o máximo de pessoas para as ruas.
Além da saída da presidente, o protesto pede também por uma mudança no sistema político. “Não adianta somente a gente derrubar o presidente. Precisamos de um projeto para formar cidadãos que saibam votar”, diz.
De acordo com o comunicólogo de 24 anos Thomaz Henrique Barbosa, que é representante do MBL em São José dos Campos, a organização dos protestos não determinou nenhuma rota para as passeatas. “Assim como a participação das pessoas é espontânea aqui hoje, a gente espera que suas reações sejam espontâneas. Elas podem caminhar pelas ruas e se manifestar da forma que quiserem”, afirma.
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