O silêncio de uma pandemia na Ilha mais Bela do litoral paulista

Ilhabela, assim como o restante do planeta, assiste calada e em choque o que o Covid-19 faz com o mundo

Escrito por: Regina Laranjeira Baumann2 min de leitura
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Locais como o Pier da Vila, que recebe milhares de pessoas em embarcações próprias ou cruzeiros nacionais e internacionais, estão sem um único ser humano. No mar as embarcações flutuam sem vida.

Uma comerciante da Vila encontrou, na abertura de uma janela para a praça, a solução para vender o mínimo necessário. Com a opção de continuar o negócio com serviços de Delivery, Sueli, seu companheiro e um empregado, seguem produzindo e vendendo para pessoas que queiram levar para suas residências. Ela conta que viveu em Roma, na Itália, por 20 anos, mudou-se para São Paulo após as mudanças que estão ocorrendo em toda a Europa e chegou à ilha há pouco tempo, estabelecendo-se com a Gelateria Tradizionale (sorvetes e massas).

“Estamos perplexos, como todo mundo, com esperança que acabe logo, mas com muito medo, apavorados. Nossa venda, embora ainda não tenha um balanço, deve, no máximo, ser suficiente para pagar salários. Já negociamos o aluguel e tivemos que mandar embora uma funcionária que estava em experiência e seria efetivada, mas, diante da situação, não foi possível. É muito triste ver a Ilhabela assim. Num domingo neste horário a gelateria estaria cheia”, disse Sueli.

Realmente, é assustador, porém, como a vida continua, Sueli nos presenteou com um prato de legumes no azeite (delicioso) e levamos para casa uma lasanha de carne que estava sendo preparada naquele momento. Simplesmente maravilhosa!

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