Dia D para Trump: americanos vão às urnas hoje e podem tirar dele o controle do Congresso

Pesquisa Reuters/Ipsos concluída na segunda (2) mostra aprovação do presidente em 32%, perto do recorde negativo; democratas aparecem à frente na disputa pela Câmara

Escrito por: Sabine Baumann2 min de leitura
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (Foto: Daniel Torok/Casa Branca, domínio público)
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (Foto: Daniel Torok/Casa Branca, domínio público)

Os Estados Unidos realizam nesta terça-feira (3) as eleições de meio de mandato, as chamadas midterms. Os eleitores escolhem todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 das 100 vagas do Senado e 36 governadores. O resultado pode redefinir o poder do presidente Donald Trump no Congresso pelos próximos dois anos.

O que dizem as pesquisas

Pesquisa Reuters/Ipsos concluída na segunda-feira (2) mostra a aprovação de Trump em 32%, perto do pior índice registrado, de 31%. Entre os entrevistados, 46% disseram que votarão em candidatos democratas e 38% em republicanos. Entre os eleitores independentes, cerca de metade afirmou que o voto será contra Trump.

As pesquisas indicam chance de os democratas conquistarem a maioria na Câmara e no Senado. O alto custo de vida aparece como uma das principais queixas do eleitorado.

O que está em jogo

Hoje, o Partido Republicano controla as duas Casas, o que facilita a aprovação das propostas do governo. Uma vitória democrata pode travar a agenda de Trump e abrir investigações sobre o governo, incluindo a política de imigração e a guerra contra o Irã, que não foi autorizada pelo Congresso.

Na reta final, Trump aumentou a presença em comícios e chegou a prometer US$ 5 mil a cada americano caso os republicanos mantenham o controle do Congresso.

Quando sai o resultado

A votação termina em horários diferentes, por causa dos fusos dos estados, e os primeiros resultados devem começar a sair na noite desta terça, no horário de Brasília. Em disputas apertadas, a apuração pode levar dias.

Com informações do SBT News e da Reuters.

Publicado em: