Obsolescência (política) programada

A obsolescência programada, para o leitor desavisado, refere-se a um procedimento levado a cabo pelas grandes empresas transnacionais que, impulsionadas pela necessidade de desova de sua produção industrial, programa a diminuição da vida útil de seus produtos

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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A obsolescência programada, para o leitor desavisado, refere-se a um procedimento levado a cabo pelas grandes empresas transnacionais que, impulsionadas pela necessidade de desova de sua produção industrial, programa a diminuição da vida útil de seus produtos.

Elas ganham muito. Nós entulhamos produtos defasados, inutilizados ou fora de moda.

Na política acontece a mesma coisa.

Mas não em tanta quantidade como no Vale do Paraíba.

Há um sem número de prefeitos em processo de cassação. Um número enorme de vereadores cujos mandatos são questionáveis juridicamente até hoje. E, pior, permanecerão nesse imbróglio até o final de seus mandatos ou até que a justiça eleitoral os coloque nos seus devidos lugares, ou seja, fora do espaço administrativo da cidade.

Essa turminha com data de validade vencida, eleita nas últimas eleições, na verdade já portava na sua genética política alguma anomalia, alguma coisa moralmente duvidosa.

Esses embusteiros contrataram bons profissionais de mídia que, no uso de técnicas de persuasão, venderam um produto que agora é motivo de reclamação, de lamúria e de arrependimento.

Muitos ofereceram programas políticos que não podem entregar por uma questão muito simples: desconheciam a realidade a que se dispuseram administrar ou legislar e outros, piores ainda, retornaram à administração pública para repetir velhos projetos que só existem nas suas mentes, geneticamente doentias ou duvidosas.

Esse resultado é possível de ser visualizado em muitas administrações e Casas de Leis, para a tristeza do eleitor e contentamento desses irresponsáveis.

Muitos desses líderes políticos ocupam grande parte do seu tempo para responder à justiça sobre acusações que já duram mais de ano. Alguns estão tão desatualizados quanto às suas obrigações que administram as cidades como se fossem suas próprias casas, em desmandos que ferem os conceitos de direito e democracia. A maioria não tem sequer noção do que a exigência do cargo implica, optando muitas vezes pelo enclausuramento e pela fuga ao encaramento de qualquer cidadão.

Tudo parece caminhar para o caos. A desordem. Na saúde, licitação, educação, composição espacial da cidade, transito, segurança. Em tudo.

De quem a culpa? De nós, eleitores. Que votamos nesses crápulas por emotividade, por compadrio. De nós que evitamos discutir a política como necessidade do dia a dia. De nós que pensamos que o melhor administrador é Jesus.

Quanto ao produto resultado da obsolescência programada tem-se a possibilidade do seguro expandido, do Procon.

Quanto ao livramento do político com mentalidade distorcida, somente a próxima eleição.

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