Oito cidades da RMVale estão em alerta para epidemia de dengue

Oito cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte foram classificadas em situação de risco para a ocorrência de epidemias de dengue. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (4) pelo Ministério da Saúde.

Escrito por: Moisés Rosa3 min de leitura
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Agente de saúde visita casas em São Sebastião

Jorge Mesquita/Arquivo Imprensa Livre

Oito cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte foram classificadas em situação de risco para a ocorrência de epidemias de dengue. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (4) pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a pesquisa, Aparecida, Caraguatatuba, Cruzeiro, Guaratinguetá, Ilhabela, Jacareí, Lorena e São Sebastião fazem parte do grupo de alerta para a doença. A pesquisa foi realizada em outubro e, de acordo com o Ministério da Saúde, vai servir como ferramenta para o planejamento das ações.

Foram coletadas amostras e feita a contagem de larvas do Aedes aegypti. O resultado serviu para dividir as cidades pesquisadas em três grupos. Onde a porcentagem de larvas foi inferior a 1%, a situação é satisfatória; com 1% a 3,9%, é de alerta; e, finalmente, nas cidades que apresentaram acima de 3,9% de larvas do mosquito a situação é considerada de risco para epidemia da doença.

Na região, o pior índice foi identificado em Lorena, com 2,8%, seguido de Ilhabela (2,2%), Jacareí (1,7%), Guaratinguetá (1,6%), Aparecida (1,5%), São Sebastião (1,1%), Cruzeiro (1%) e Caraguatatuba (1%).

A administração de Lorena alerta para a possibilidade de uma epidemia na cidade, onde foram registrados 57 casos de dengue em 2014, sendo três casos importados. “A recomendação é que os moradores tenham cuidado com os ralos e pratinhos de plantas. Temos uma possibilidade de epidemia e é preciso combater a dengue”, diz Davi Quadros, da Vigilância Epidemiológica de Lorena, em entrevista a uma rádio local.

Identificação
O Liraa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti) traz a identificação do quadro onde o mosquito está mais concentrado e os focos de reprodução do agente causador da doença. A pesquisa foi elaborada em parceria com as secretarias de Saúde das prefeituras e é considerada instrumento fundamental para orientação dos setores da Vigilância Epidemiológica e ações preventivas.

“Temos de intensificar estas ações e prestar muita atenção nas informações que o Liraa nos revela. Trata-se de uma ferramenta muito potente que nos dá informações importantes”, afirma o ministro Arthur Chioro, por meio meio da assessoria de imprensa.

2014 
Cidades que enfrentaram epidemias na região em 2014 não foram classificadas em situação de risco no relatório, como Taubaté (0,4%) e Pindamonhangaba (0,8%). Em Taubaté, a epidemia de dengue atingiu, segundo levantamento da Vigilância Epidemiológica, mais de 9 mil casos.

No pico da epidemia, entre abril e junho, a Prefeitura de Taubaté suspendeu a realização do exame de sorologia. De acordo com Secretaria de Saúde, devido ao alto número de pessoas que procuravam os postos de saúde com os sintomas, foi adotada uma ação emergencial. Os médicos identificavam a doença por meio da contagem de plaquetas no exame de hemograma simples.

Em julho e agosto, devido a queda no número de casos, a pasta voltou a realizar os exames de sorologia, conforme protocolo do Sistema Único de Saúde.

Já em Pindamonhangaba, 3 mil notificações foram registradas pelo Sinan (Sistema de Informações de Agravo e Notificações). Para combater a primeira epidemia, a administração contratou agentes de saúde em caráter provisório.

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