Após epidemia, Taubaté lança ferramentas virtuais para auxiliar no controle da dengue
Depois de enfrentar uma epidemia com 9.829 casos confirmados de dengue, a Prefeitura de Taubaté lançou duas ferramentas virtuais para auxiliar no controle da doença na cidade.


Cidade registou 9.829 casos da doença
Flávio Pereira/Meon
Depois de enfrentar uma epidemia com 9.829 casos confirmados de dengue, a Prefeitura de Taubaté lançou duas ferramentas virtuais para auxiliar no controle da doença na cidade.
As plataformas Dengue Denúncia e Dengue Notifica fazem parte do plano de ação de combate à doença para 2015. Os formulários, disponíveis no site da prefeitura, possibilitam a denúncia de locais que podem ser focos do mosquito e possíveis casos de dengue.
“As ferramentas são apoio para os moradores e às equipes de combate e prevenção da dengue em 2015 para que a cidade não sofra nova epidemia”, diz o secretário de Saúde, João Ebram.
Com a denúncia, o morador pode denunciar terrenos, casas e estabelecimentos que abrigam possíveis focos do mosquito. Depois de enviar o formulário, as informações são encaminhadas às equipes do CAS (Centro de Animais Sinantrópicos) para a verificação. De acordo com a prefeitura, os 102 profissionais que vão trabalhar no atendimento ao sistema estão em fase de contratação.
A segunda plataforma, a Dengue Notificação, recebe a denúncia de possíveis casos da doença pela própria população. O formulário permite que o internauta preencha em seu nome ou no nome de alguém que esteja com os sintomas da doença, sem necessidade de confirmação prévia.
Os números do sistema são enviados para a Vigilância Sanitária Estadual e adicionados no banco de dados para a análise dos índices na cidade. Segundo a administração, antes da ferramenta, a notificação só era enviada pelo médico e, apesar deste ser o procedimento correto, nem sempre era aplicado.
Isto influenciava na variação dos casos, o que foi questionado pela Câmara na CEI (Comissão Especial de Inquérito) da dengue, aberta em maio deste ano para apurar os índices e ações na cidade. Durante a comissão, o vereador Joffre Neto (PSB) apresentou um levantamento domiciliar que apontava mais de 25 mil pessoas com a doença.
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, o uso desse tipo de ferramenta é permitida por lei, mas é preciso cautela. Antes de considerar uma notificação, é preciso informar a confirmação da doença e a unidade de saúde em que a pessoa está sendo tratada, pois os números usados pela vigilância têm como base as notificações da saúde do município enviadas ao Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação).
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